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14 de agosto de 2018

Acabados: O melhor produto para o rosto

   


    Hoje trouxe um post um pouco diferente do que costumo escrever por aqui. Disse há um tempo atrás que eu iria fazer algumas mudanças aqui no blog e que queria escrever mais sobre outras coisas que me interessam além de livros, aquarela e similares. E, falar sobre beleza não é lá muito o que costumo fazer e ainda não cheguei no nível de várias outras pessoas que gastam bastante tempo pesquisando e se informando sempre que podem pelo assunto. Pelo contrário, sou do tipo de pessoa que fica curiosa com alguma indicação e na medida do possível, se for algo que venho procurando pra ter, gosto de tentar comprar o produto e ver se funciona pra mim.
      Embora eu não seja expert no assunto, beleza sempre foi um tópico que sempre me chamou muita atenção. Gosto de saber dos lançamentos das marcas e por muito tempo fui do tipo de pessoa que compra várias coisas de maquiagem e usa eles uma ou duas vezes até que ele passe da validade e eu seja obrigada a jogar fora com o produto nem na metade da vida!
      Depois de algumas reflexões sobre consumismo e minimalismo, fiquei um pouco mais consciente dos meus gastos com produto de beleza e passei a comprar apenas aquilo que considero precisar de verdade no momento, assunto que posso trazer mais adiante e com mais detalhes pra vocês!


1. Minha pele e hábitos


      Minha pele é oleosa, do tipo, muito oleosa mesmo. No verão não há quem aguente! Sempre usei vários tipos de sabonete que deixavam minha pele ressecada e repuxando ao longo do dia apesar de cumprirem sua função de não deixar minha pele brilhando o dia todo. Meu problema nisso tudo sempre foi o fato de eu não conseguir me habituar a passar hidratante no rosto, sempre esqueço, não é nem falta de vontade ok, as vezes é, e isso complicava muito a saúde da minha pele.
      Mas foi então que num dia mágico eu vi esse produto da Garnier da linha Skin Active que era uma máscara 3 em 1. Eu gosto muito desses produtos mil em 1, pois a gente passa uma vez ali na correria ao invés de passar um de cada vez. É claro que eu sei que o efeito deles juntos não é igual a qualidade dos produtos utilizados separadamente, mas pra uma pessoa como eu que gosta de cuidar da pele mas de maneira prática, acho que eles resolvem bastante a minha vida.

26 de março de 2018

Resenha: Com amor, Simon



     E cá estamos nós com mais uma resenha sobre o segundo livro escolhido pelo clube do livro, o Infinistante. Se você tá caindo de para-quedas neste assunto por aqui, não se assuste! Não é algo essencial pra continuar lendo esta resenha/post, mas se quiser entender melhor sobre algumas coisas que vou comentar por aqui ou até mesmo se você quiser fazer parte de um clube do livro também, é só visitar este meu post aqui, onde eu explico tudinho nos mínimos detalhes!
      Queria começar dizendo que este mês tinhamos duas opções de livros LGBT+ pra escolher. Este, "Com amor, Simon" e o "Me chame pelo seu nome". Fiquei com muita vontade de escolher o "Me chame pelo seu nome", mas eu já havia assistido ao filme, o que me fez perder um pouco a motivação. Sei que muitos vão dizer "ah, mas o livro é melhor". Não tenho dúvidas quanto a isso, realmente deve ser melhor e mais profundo/complexo que o mostrado no filme. No entanto, achei que ia perder fácil a motivação pra ler o livro, considerando que eu já conhecia pelo menos superficialmente a ordem dos fatos e a moral do livro, o que me fez ir pra segunda opção: Simon vs a agenda homo sapiens, que agora está conhecido como "Com amor, Simon" devido ao lançamento do filme nos cinemas com essa versão mais curta do nome. Que vamos combinar é um título muito melhor que o que a autora deu pro livro e faz muito mais sentido.
      Confesso que não fiquei muito animada pra ler, visto que é um livro categoria infanto-juvenil e vocês sabem, se já me acompanham por aqui no blog, que minha vontade de ler esta categoria está cada vez mais próxima de zero. Mas pra manter o o objetivo de ler mais esse ano, resolvi me forçar a ler o livro e ver se a minha opinião mudava. 
     Antes de começar então, na verdade já começou há um tempo né, mas você entendeu!, vou deixar a sinopse do livro aqui embaixo pra você entender um pouco melhor sobre a história.

Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos. Fonte: Skoob.com.br

     Como bem parece pela sinopse, a premissa da história é bem infantil, imatura. De certa forma adequada considerando que são adolescentes e adolescentes fazem coisas imaturas e sem pensar. No entanto, eu esperava mais desde o começo do livro por se tratar de um assunto delicado: mostrar um adolescente com seus dilemas em sair do armário, um adolescente que de fato está começando a descobrir quem é e encontra apoio de forma virtual.
     Muitas vezes não consegui levar a sério a narrativa, a troca de e-mails entre Simon e Blue é mais cômica do que realista. Eles falam sobre nada e sobre tudo ao mesmo tempo, mas mesmo assim a situações são muitas vezes razas, ao meu ver.
     Não quero esconder o jogo e dizer que me apeguei a algum personagem porque isso não aconteceu em nenhum momento. A história é tão centrada nos e-mails trocados e nos acontecimentos decorrentes dos e-mails que a construção dos personagens não existe. O leitor acaba sabendo muito pouco sobre cada personagem, ficando difícil ocorrer uma identificação com o persnagem ou qualquer sentimento de empatia por eles.
     O tema principal do livro é um tema muito atual e relevante e poderia ser usado como guia de apoio para muitos se fosse tratado com mais complexidade. A situação vivida por Simon acaba sendo muito perfeita pra ser verdade em todos os sentidos, como se vivessemos num mundo utópico, sem preconceitos, com pessoas que reconhecem suas falhas, com apoio do começo ao fim e ainda por cima com bonus de recompensa no final.
     Acredito que também não tenha sido a intenção da autora escrever um livro complexo, dramático considerando o publico-alvo. Mas se for levar em consideração também que este é o primeiro livro da autora pode ter rolado uma certa imaturidade na construção do enredo do livro, o que fez ela não aproveitar a oportunidade, talvez. Estou dizendo isso pois li nos adicionais sobre a autora no livro que ela é psicóloga, então imagino que ela tenha muito conhecimento na área que poderia ter sido aproveitado na forma de enredo, aproveitado para instruir das mais diversas formas jovens que estão na mesma situação, além de auxiliar a sociedade mais conservadora de modo geral a encarar a situação sem olhos preconceituosos.
     Mesmo assim, o livro se tornou atrativo para ir as telonas. Pelo que vi do trailer, muitas coisas vão mudar em relação ao livro, então estou até mais empolgada de assisitir ao filme do que com o livro pra ver se a história se torna mais interessante, instrutiva mas ainda assim, leve.
      Pra quem não viu ainda o trailer, vou deixar aqui pra vocês também conferirem e me dizerem o que acharam!



      E você? Já leu este livro? Me conta aqui nos comentários também contanto o que achou. Vou adorar saber!

21 de fevereiro de 2018

Resenha: Mostre seu trabalho!



          Pro post de hoje temos uma novidade aqui no blog, decidi deixar algumas resenhas de livro que vou postar um pouco diferente. Resolvi participar de um club de leitura, o Infinistante, que foi criado como uma parceria entre a Loma (Sernaiotto), a Maki (Desancorando) e a Mel (Serendipity). Desde já, fica aqui meu agradecimento pra vocês, meninas. Por terem aberto esta ideia linda pra mais pessoas por aí afora. Fazer parte deste club foi uma forma que encontrei para forçar a mim mesma a ler mais nesse ano. Ano passado os objetivos de leitura foram vergonhosos, devo dizer. E, acho que fazer isso em conjunto vai deixar a experiência ainda mais agradável.
         Se você, carx leitxr, quer saber um pouco mais sobre o projeto e como funciona pra participar também você pode encontrar mais informações aqui.
         Bom, o primeiro livro escolhido para iniciar o projeto foi o Mostre Seu Trabalho como vocês já devem ter visto pelo título e foto do post. Confesso que fiquei bem animada com a escolha inicial, por ser um livro com um tema leve mas bem relevante pra todos mas principalmente pra nós que temos blog, ou qualquer outra mídia para expor o que fazemos de alguma forma.
         O livro foi escrito por Austin Kleon, mesmo autor do famoso livro Roube Como Um Artista que nunca li por sinal, só fiquei no estágio do namoro pra comprar, o que nunca aconteceu. Segue a sinopse pra você que ainda não sabe muito sobre o livro:

        Depois de Roube como um artista, um manifesto irreverente e repleto de dicas bem-humoradas para ativar o potencial criativo, e Roube como um artista: o diário, o escritor e artista gráfico Austin Kleon ensina ao leitor como compartilhar sua criatividade e tornar seu trabalho conhecido na era digital. Dividido em 10 capítulos com regras transformadoras e objetivas, citações, exemplos práticos e ilustrações bem-humoradas, Mostre seu trabalho! derruba de vez o mito do “gênio solitário” ao propor atitudes que valorizam o compartilhamento de ideias durante o processo criativo sem medo de ser “roubado”. Para Kleon, a generosidade supera a genialidade no mundo atual, e a capacidade de estar acessível e de saber usar as redes sociais de maneira produtiva, de forma a criar interesse e curiosidade em torno de seus projetos, é mais efetiva para tornar seu trabalho conhecido e relevante do que o desgastado “networking”. 
Fonte: www.skoob.com.br

Antes de começar de fato, gostaria só de reforçar que minhas resenhas não tem spoilers do livro, exceto por algumas citações que achei importante destacar, no entanto, retratam apenas minhas impressões sobre o livro, não substituindo sua própria leitura pra tirar suas conclusões, que podem ser bem diferentes da minha. Espero que esta resenha te motive a fazer isso :)


13 de agosto de 2017

Resenha: Contratiempo



Sinopse: Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondidos. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Pior, o quarto é trancado por dentro e não tem nenhuma maneira de entrar ou sair. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior. Ano de lançamento : 2017
Créditos: www.adorocinema.com 

Comecei a ver esse filme depois de me interessar pela sinopse procurando algo pra assistir no Netflix. Não tinha percebido a principio mas quando notei que o filme era espanhol, logo aumentei o volume e tirei a legenda para me forçar a escutar as falar e entender o que diziam sem o auxílio da legenda. Dica pra você: preste atenção nos áudios em espanhol, eles são ligeiramente diferentes do português, mas uma vez que você se acostuma com o sotaque, é possível assistir filmes inteiros em espanhol sem precisar de legenda e sua compreensão do filme vai ser excelente. 

16 de setembro de 2016

Resenha: #GirlBoss



     E lá fui eu novamente para uma nova leitura e dessa vez voltei a ser tendenciosa e escolhi ler uma biografia!! Quem mais é adepto dessa categoria? #GirlBoss é definitivamente um livro que me surpreendeu em vários aspectos. Se você quiser saber mais da minha opinião sobre este livro, continue lendo este post, por favor :)

5 de julho de 2016

Resenha: Put Some Farofa




Depois de passar uma boa fase apenas lendo livros em inglês ou no mínimo de autoria estrangeira decidi voltar a ler um pouco da leitura nacional. Fugi dos clássicos. Embora saiba que são excelentes e ainda tem vários ainda que não li e que preciso dar check na minha lista pessoal, estava mais afim de ler algo mais "informal" e voltado pro humor. Um livro escrito pelo Gregório Duvivier parecia contemplar o que eu queria para a minha próxima leitura.
O livro Put Some Farofa já me faz rir só pelo título. Eu realmente fiquei pensando se exite alguma tradução para a palavra farofa, e sinceramente não consegui pensar em nada q traduzisse bem a palavra. (Se você souber e quiser me ajudar a conhecer mais uma palavra em português, está mais que convidado a deixar um comentário aqui ao final da página deste post :) ) Mas continuando...
O livro Put Some Farofa é um livro que foi publicado no ano de 2014 pela aclamada editora Companhia das Letras. Logo no começo do livro da pra ver como o livro desde o começo apresenta muito suporte. Quando digo suporte estou me referindo não apenas a fanbase que o autor possui pelos seus famosos textos publicados na folha, ou até mesmo seus escritos como roteirista para o Porta dos Fundos, sem falar no seu próprio trabalho como ator. Me refiro ao apoio da editora e pelo próprio parecer sobre o livro que precede as cronicas de Gregório. Se você leu, ou quando ler, vai entender o que estou falando.

7 de janeiro de 2016

Resenha: O príncipe congelado + Parceria



E o ano de 2016 está começando muito bem por aqui no blog!!
Deixei este post pra fazer agora pra tornar tudo mais significativo. Há pouco tempo, fui contatada por um autor iniciante para que eu lê-se, caso me interessasse, o seu primeiro trabalho, que era um conto intitulado "O príncipe congelado". Fiquei muito feliz ao ler o e-mail, pois acho muito importante apoiar novos escritores, principalmente em um país como o nosso, onde não temos tantas oportunidades assim para divulgação de trabalhos, ou até mesmo apoio de editoras para publicação e etc. Por causa disso, acredito que muitos sonhos e muitas vocações tem sido desmotivadas e esquecidas ao longo da vida de várias pessoas e, acho este um cenário particularmente triste. Então, estive mais do que disposta em conferir este trabalho do novo escritor Raigor Ferreira e, decidi fazer uma pequena resenha pra vocês sobre o conto.

"Nas terras longínquas do Reino de Arvoredo, os habitantes já estavam acostumados com um príncipe fora do tradicional. Phelipe, o herdeiro  superestimado do trono tinha uma condição exótica e que fazia os moradores  do Reino se perguntarem: “Como alguém pode ser tão gelado?”. A resposta para a pergunta não era simples e esmerada. Na verdade, era muito complexo entender o que tornara a majestade, um homem tão frio e indiferente."

17 de agosto de 2015

Resenha: A invenção de Hugo Cabret




Cá estamos nós com mais uma resenha de livro lido durante a maratona de inverno 2015 do proposto pelo canal Geek Freak!
Vou aproveitar este início de post pra informar vocês que o desafio de ler os 6 livros que apresentei para vocês na TBR da maratona foi um sucesso total. Normalmente estava conseguindo ler apenas uma média de 2 livros por mês, então ler 6 já me deixou muito feliz e adiantou bem minha lista de livros acumulados da estante.
Acabei não lendo os 3 livros adicionais da lista, que propus ler caso desse tempo, mas acabei decidindo ler apenas os 6 + a Hq, sem pressa, pra poder aproveitar melhor a leitura e não passar os dias só lendo. Afinal, os dias de férias serve pra aproveitar de outros modos também.
Dito isso, vamos ao que realmente interessa hoje: o livro A invenção de Hugo Cabret!
Esse ano tenho lido alguns livros mais infantis, não sei se realmente se enquadram na categoria de livros infantis mas vamos dizer que sim :) De qualquer forma, todos eles trazem crianças como protagonistas, então o ambiente é todo construído a partir dos olhos delas.
Em Hugo Cabret temos uma narrativa em terceira pessoa, mas o enredo inteiro é seguindo os passos que o menino Hugo toma, dessa forma temos o menino presente a todo o momento da história.

Sinopse: A Invenção de Hugo Cabret - Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento da máquinas.A sobrevivência de Hugo depende do anonimato:ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto.Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e uma homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.Fonte: skoob.com.br

21 de julho de 2015

Resenha: Lições de anatomia do temível Dr. Louison | #MLI2015



Fazia bastante tempo, quando eu falo bastante eu quero dizer muito mesmo, que eu não lia livros de fantasia. Não procurei também para ler, até mesmo porque fazia bastante tempo que eu não me interessava pelos livros famosos de fantasia da atualidade. Mas por indicação, acabei comprando o livro "Lições de anatomia do temível Dr. Louison". Eu tentei o mês de junho inteiro ler esse livro, levava ele pra cima e pra baixo comigo pra ver se me forçava a lê-lo, mas simplesmente não aconteceu.
Junho foi um mês em que minhas leituras beiraram a zero e o livro em questão foi deixado de lado para dar lugar a livros de engenharia e muito estudo.
Já no início de julho descobri a Maratona de Inverno do canal Geek Freak, e achei que seria uma oportunidade ótima pra colocar esse livro como prioridade e dar continuidade a outras leituras também.
Esse é um livro nacional, o que me deixou ainda mais feliz por ter concluído a leitura, pois um dos meus objetivos literários é ler cada vez mais livros nacionais e valorizar mais a literatura nacional que é muito rica e pouco valorizada.

Sinopse: A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison - Porto Alegre. Dirigíveis gigantescos dominam o céu. Abaixo, o vapor cinzento dos bondes, das fábricas e dos estaleiros ao redor soma-se à fumaça dos charutos, dos cachimbos e das cigarrilhas. Vozes robóticas, barulho de hélices e maquinários misturam-se ao alarido do povo. De um Zepelin, desembarca Isaías Caminha, um jornalista carioca enviado à cidade para escrever uma matéria sobre o assassino em série Antoine Louison, que há poucos dias assombrava o local com um verdadeiro show de horrores - a exposição dos órgãos de suas vítimas. A aventura começa depois que o Dr. Louison, finalmente capturado e preso no hospício, desaparece misteriosamente de sua cela de segurança máxima sem deixar vestígios. Nesta busca pelo paradeiro do assassino, Isaías e um grupo de investigadores ainda vão topar com conhecidos do Dr. Louison, pertencentes a uma sociedade secreta de intelectuais, chamada Parthenon Místico, que estão dispostos a tudo para defendê-lo e desmascarar os criminosos. Esses amigos de Louison são alguns aclamados personagens da literatura brasileira, em reinvenção - Rita Baiana e Pombinha, de Aluísio Azevedo, Simão Bacamarte, de Machado de Assis, Solfieri, Álvares de Azevedo, entre outros.Fonte: skoob.com.br






Minha Análise


Vou começar falando sobre o título do livro. Não sei como é pra você mas pra mim, este deve ser, de longe, o livro com o maior título que já li. Acompanhem comigo: Lições-de-anatomia-do-temível-Dr.-Louison. É muitooo grande. Então, vou reduzir o título aqui no post para Lições de anatomia pra facilitar a minha, a sua, a nossa vida! Aproveitem pra deixar nos comentários se vocês conhecem outros livros com títulos infinitos assim hahaha
Lições de anatomia é um livro que, a princípio, parece ter uma linguagem muito difícil, pois ele traz a linguagem passada com ortografia antiga, época em que se escrevia "pharmácia" e afins, justamente pelo fato da própria história se passar num século distante. Juntamente com a linguagem rebuscada o livro não aparenta ter uma leitura fluida, mas comigo, a partir do momento que eu fui acostumando com a linguagem, a leitura se tornou muito simples e fácil.
O livro é dividido em cinco partes, algumas delas são narrativas, outras cartas ou registros. Por causa disso, vários personagens assumem o papel de contar a história, o que me fez ter dificuldade de enxergar a existência de um personagem principal durante o enredo. Esse é um aspecto bem particular do livro que me chamou muita atenção.
Mas nada me pareceu mais peculiar nesse livro do que o fato dele misturar personagens da literatura clássica brasileira e portuguesa neste livro. O autor, genialmente, usou os personagens juntamente com outros que inventou. Digo genial porque ficou evidente essa mistura e por ele ter reproduzido-os de forma belíssima. Um dos personagens inseridos na história é Rita Baiana, personagem do livro O cortiço. Pra mim, foi uma experiência única ler as passagens em que o autor traz essa personagem à tona com toda sua essência, me fazendo parecer que eu estava lendo uma parte de O cortiço realmente.
Isso tornou a experiência de leitura muito mais interessante. De todos os personagens utilizados de outros livros eu só reconhecia os de O cortiço, pois foi o único deles que já li. Tenho certeza que se eu tivesse lido os outros títulos envolvidos na leitura teria me surpreendido ainda mais.
Lições de anatomia traz um enredo baseado no mistério e é capaz de cativar o leitor logo no início da narrativa para querer entender toda a trama envolvida.
A diagramação é ok e o livro traz ilustrações lindas, tanto na capa quanto no decorrer das primeiras páginas, no qual traz um mapa pra situar o leitor dos diferentes locais envolvidos no enredo.




Confesso que a conclusão do livro não me atraiu muito, mas o livro me cativou completamente pela forma como foi construído. Todo o cuidado e elaboração envolvida com a obra é nítida de início ao fim e, é justamente disso que tenho sentido falta nas leituras atuais, que o livro não seja apenas um livro de capa bonita. Está faltando escritores que tenham esse cuidado e preocupação na composição da história. Recomendo a leitura deste livro não necessariamente pela história mas porque é um livro bem escrito e, isso deve ser repassado sempre.
Além desse livro estar aprovadíssimo por mim fica aqui minha campanha a favor do lançamento de livros que sejam melhores escritos!
Se vocês conhecem esse tipo de livro, me recomendem aqui nos comentários pois estou à procura deles mesmo para colocar na minha lista TBR!

E esta foi a primeira resenha dos livros que estou lendo pra maratona literária. Já concluí quatro livros e vou trazendo a resenha de cada um deles pra vocês aos poucos. Não esqueça de acompanhar minhas leituras através do Skoob, sempre mantenho ele atualizado com minha leitura atual e também pela página do Facebook, que se você ainda não curtiu pode dar like na página direto aqui na sidebar do blog!

3 de julho de 2015

Série: Sense8




Sinopse: Grupo de pessoas ao redor do mundo que estão ligadas mentalmente e, precisam achar uma maneira de sobreviver sendo caçados por aqueles que os veem como uma ameaça para a ordem mundial. Fonte: adorocinema.com



A série, produzida pela nossa queridinha Netflix, foi lançada em 5 de junho desde ano. E, para nossa felicidade foi trazida no padrão esperado: os 12 episódios da primeira temporada de uma vez.
Não estou aqui pra trazer spoilers da primeira temporada, estou escrevendo apenas pra partilhar um pouco das minhas impressões sobre a série já que acabei de assistir faz um tempo e sei que ainda tem muita gente que não começou a ver. Então, fiquem tranquilos, não tem zona de spoilers programada pra hoje!
Eu nem fazia ideia da existência da série até ela ser lançada. Foi obrigada a saber do que se tratava pois depois do lançamento dela parecia que perto de mim as pessoas só falam nisso, tanto na faculdade, quanto nas redes sociais. Fiquei surpresa com tanta repercussão em pouco tempo. Parabéns, Nextflix! Sua campanha de divulgação foi espetacular.
A Netflix vem fazendo trabalhos lindos, muito respeitáveis. A maior parte do que tenho a dizer sempre será elogios.
Fazia pouco tempo que tinha acabado de assistir Demolidor, que por sinal, posso dizer que foi a melhor série que vi este ano até agora!
Foi nessa vibe que tive interesse em começar a ver Sense8, até mesmo porque a sinopse unida com o trailer da série chama muita atenção.
Fui dedicando minhas madrugadas acordada pra assistir de um a dois episódios por noite e, nossa, não sei se foi porque eu estava muito cansada e isto afetou minha opinião mas achei o início da série muito cansativo.
Eu estou acostumada com séries de 42min por episódio, e se você já está adaptado ao padrão Netflix, sabe que os episódios duram cerca de 54min cada um. Já começa por aí...
Estou acostumada também com o pilot dedicado pra apresentação de todos os personagens e introdução da trama. Como em Sense8 são, digamos assim, 8 protagonistas fica muito dificil introduzir todos em apenas um episódio. Então, pareceu pra mim, que metade da temporada foi pra introduzir personagem, o que eu acho muito chato, porque é nítido que a história não flui, pouca coisa de interessante mesmo, que colabore pro enredo geral, acontece.
Por causa disso, também tive dificuldade de me apegar aos personagens. Dos 8 apresentados, até agora, só consegui me simpatizar com 3 deles. E, é claro que isso também contribui pra minha opinião final. Apesar disso, adorei o fato da série explorar diferentes regiões do mundo através dos personagens e, consequentemente, diferentes culturas, que afetam diretamente a história.



No geral, acredito que essa primeira temporada foi uma super introdução e que dos 12 episódios, só aconteceram coisas relevantes mesmo em 4 deles.
Quando comecei a assistir a série achei a proposta incrível e fiquei imaginando todo o trabalho que deve ter dado pra filmar, já que muitas das cenas, como eles estão em dois lugares ao mesmo tempo, deve ter sido gravado a mesma cena pelo menos duas vezes.
O enredo tem muito potencial e vertentes a serem exploradas. Então, embora não tenha ficado muito fã da primeira temporada, acredito que agora que passou a fase introdutória, a série tem tudo pra surpreender em termos de enredo. As possibilidades são gigantescas e com certeza vou continuar acompanhando pra ver onde tudo isso vai parar!

Deixem nos comentários as impressões de vocês sobre essa série também. Vou adorar ler :)                                                                                                                                                                

26 de abril de 2015

Resenha - Série Percy Jackson e os Olimpianos




Ok, eu confesso. Sou totalmente suspeita pra fazer uma resenha sobre esse livro porque eu simplesmente sou fã de carteirinha de mitologia grega. Primeiro porque mitologia por si só já é incrível por entrelaçar histórias que foram usadas para justificar a dinâmica e cultura das primeiras sociedades conhecidas pela História. Depois porque a Grécia é o berço da nossa civilização e, como o próprio livro retrata, sofremos efeitos dessa civilização até os dias de hoje. O ladrão de Raios é, em minha opinião, uma mescla excelente de cultura e diversão.

Minha análise


Vamos começar pelo óbvio. O que eu adoro nas histórias de Rick Riordan é que ele é mestre em criar personagens sarcásticos. Não exagero quando digo que eu rio demais lendo seus livros, porque eu simplesmente imagino com clareza a cara e a entonação do personagem quando ele diz algo irônico. Para mim, é muito engraçado acompanhar os pensamentos de personagens que tentam fazer graça da própria desgraça (já que na maior parte das vezes eles estão perto de morrer). Esse tipo de narração faz com que a leitura flua com facilidade e, aliada à curiosidade de saber o que acontece a seguir, você acaba lendo muitas e muitas páginas sem se cansar.

Nessa série em particular, acho muito legal a forma como Riordan dá uma nova perspectiva aos clássicos mitos gregos, visto que já no primeiro livro quando Percy descobre que é um meio-sangue acusado injustamente de roubo, todos, que sabem não ter sido Percy o ladrão, ficam imaginando de maneira clichê que o verdadeiro culpado seria o Senhor dos Mortos, Hades. No entanto, quem leu a história sabe que não é bem assim e só o fato do autor escolher fugir do comum já tornam as histórias muito mais interessantes e criativas. A verdade é que a série Percy Jackson e os Olimpianos junta dois componentes que, a meu ver, são ingredientes essenciais para o sucesso do livro: a criatividade e o bom humor.

Querer terminar logo um livro para começar o próximo para mim foi inevitável. Achei muito legal o "casamento" entre boas doses de aventuras e um sutil romance que surge entre Percy e Annabeth. Isso deixa não somente o livro bem mais intrigante, como também alcança um público maior. Alguns leem preferencialmente pela aventura e mitologia, outros ficam mais curiosos para saber no que vai dar esse casal se semi-deuses. O fato de que eles são filhos de deuses rivais ainda deixa aquela impressão de que de um hora para outra tudo pode acabar, já que suas personalidades são tão diferentes.


Não preciso nem dizer que SUPER recomendo essa série. Se você está afim de dar boas risadas e de quebra conhecer um pouco mais sobre o mundo da mitologia grega, Percy Jackson e os Olimpianos é a série perfeita pra você. Leia também e me conte o que achou!

Onde comprar: 


6 de abril de 2015

Resenha: Mentirosos


Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.fonte: www.skoob.com.br


Minha Análise



Mentirosos é um livro narrado em primeira pessoa, pela personagem principal Cadence.
A história apresenta um cenário bem limitado. A história decorre através da apresentações sobre os verões de Cadence na ilha, sendo denominados Verão dos Quinze, Verão dos Dezesseis e assim por diante.
Os personagens são poucos também, sendo destacado apenas seis deles, os quatro Mentirosos, a mãe e o avô de Cadence.
Mentirosos, em minha visão, foi muito bem escrito. Possui uma linguagem simples e de leitura bem fluida. Foi, definitivamente um dos livros mais rápidos que li. Dá pra ler em um dia tranquilamente. Embora seja um livro infanto-juvenil, o livro apresenta diálogos reflexivos e profundos ao mostrar como é a família Sinclair e como é uma rotina de aparências que é criada em volta deles.
A obra tem toda uma dinâmica envolvida. Apresenta diferentes tipos de escrita dentro do todo. Em momentos há a descrição da história de forma poética por parte do interlocutor, outras vezes há a descrição em terceira pessoa, onde mostra algumas histórias paralelas, mesmo que tenham a ver com o enredo principal, escritas pela protagonista. É notável como os diálogos são divididos em lembranças e atualidade, as lembranças são narradas em orações únicas, enquanto os atuais são diálogos corridos.



O livro tem todo um ar de misterioso de início ao fim em relação aos acontecimentos do verão de quinze anos de Cady e é aí que mora toda a graça apresentada no livro. A princípio muitas passagens aparentam ser desnecessárias, feitas exatamente pra preencher espaço na história e na verdade, não é bem assim. Tudo se encaixa ao final da história.
É um dos livros mais criativos que li da categoria infanto-juvenil. Super recomendável para os leitores, que assim como eu, estão tentando fugir do enredo de romance teenager sem fugir da categoria totalmente.
A diagramação é bem feita e não encontrei erros de revisão durante a leitura. Ressalto aqui também o desenvolvimento da capa, que tem o diferencial de ser prata brilhante e bem bonita e diferenciada de vários livros que já vi. Porém achei que o material, não sei dizer qual, usado para a produção da capa é muito ruim, pois ele acumula gordura muito facilmente. Encostar um dedo na capa é certo que ele ficará com a sua digital visivelmente aparente por alguns dias, tirando a beleza de toda a coloração prata diferenciada.


Onde comprar






Espero que tenham gostado da resenha! Me contem nos comentários o que acharam, ok? E se você já leu o livro me conta também o que achou!

20 de março de 2015

Resenha - Lembre-se de mim


Sinopse: O coração de Clay LeGrand se despedaçou no dia em que Francesca, sua esposa, desapareceu sem deixar pistas. Ela tinha fugido? Teria sido seqüestrada? Ou o abandonara por um amante? Milhares de perguntas surgiram em sua cabeça. Após dois anos de dúvidas e incertezas, Francesca reaparece tão misteriosamente quanto sumiu. E não consegue se lembrar de nada. O olhar de Clay revela todos os seus sentimentos: choque, ultraje e fúria. Ele custa a acreditar que ela tenha se esquecido de tudo que aconteceu nos últimos dois anos. Ainda mais quando vê a estranha tatuagem em seu pescoço e as marcas de agulha no braço. O que restou de seu casamento tornou-se um círculo infinito de perguntas sem respostas e buracos negros na memória. Dúvidas que, talvez, nunca sejam esclarecidas. Mas as respostas estão lá, esperando nas sombras, tão cruel quanto o intruso que marcou Francesca como se fosse sua. E, desta vez, ele planeja levá-la embora para sempre. Mesmo que tenha de enfrentar a força vital mais indomável de todas - o amor de Clay LeGrand por sua esposa.

Fonte: www.estantevirtual.com.br



Eis aqui um livro “old but gold”. Esse livro é de 2006 e, sinceramente, não me lembro quando foi que o li pela primeira vez, mas achei válido lê-lo novamente para deixar aqui para vocês a minhas impressões a respeito dessa história.

Minha Análise


Eu adoro livros de mistério. Não mais que romances, mas com certeza um bom livro de mistério me deixa quase tão feliz quanto um bom livro de romance, rsrs. Nesse enredo em específico, acho interessante o fato de o mistério não ser o de descobrir quem é o culpado do rapto da personagem principal (uma vez que a narração alterna entre os mocinhos e os bandidos, deixando claro logo no início a identidade do culpado), mas sim o de entender como o tal rapto aconteceu. Achei muito inteligente da parte da autora fazer com que a trama fluísse de acordo com o progresso da volta da memória da personagem principal, fazendo com que a história ganhasse nova perspectiva toda vez que a personagem se lembrava de alguma coisa. Isso produz expectativa, fazendo o leitor ficar cada vez mais curioso sobre o que a moça descobrirá em seguida e em que as lembranças alterarão o rumo da história.

Os personagens que mais me causaram indignação nesse livro não foram os bandidos, mas sim os policiais encarregados de solucionar o caso do rapto de Francesca. Causaram-me indignação e frustração, porque retratam uma triste realidade que vivemos. Somos preconceituosos e, tal qual os policiais acreditavam firmemente que Clay era assassino, nós frequentemente assumimos nossos preconceitos como verdade absoluta e acabamos por julgar mal as pessoas, sem lhes dar o benefício da dúvida. Achei simplesmente genial o modo como a autora captou essa situação de realidade e a colocou na história, deixando-a ainda mais emocionante.


Uma coisa que percebi ao reler essa história é que eu não sou muito fã de livros que põem muita ênfase na rotina dos personagens, como é o caso desse livro. Essa história é um prato cheio de detalhes rotineiros e, embora eu entenda a intenção da autora ao mostrar como a vida do casal foi alterada pelas circunstâncias, eu não sou simpatizante da ideia de encher a trama com tantos detalhes insignificantes. Para mim, dão a impressão que faltou assunto e a rotina ficou ali para preencher certa falta de criatividade. Não me entenda mal, o livro é ótimo, mas sinceramente não gostei de ter que ler tantas páginas sem conteúdo significativo para o desfecho da história.


Apesar disso, gostei muito desse livro. É o tipo de trama que te faz querer ler e não parar mais pra saber onde é que tudo aquilo vai dar, pra saber se os mocinhos vão conseguir superar as reviravoltas em suas vidas e se eles vão finalmente encontrar seu final feliz.

Você já leu esse livro? Concorda comigo? Me conte nos comentários!

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9 de março de 2015

Resenha: Eleanor & Park




Depois de uma semana bem corrida quase que não consigo trazer a tempo o post de segunda-feira pra vocês que é nada mais, nada menos que: Resenha /0/ E é sobre um livro muito comentado por aí que me rendi para ler durante as férias de janeiro. Espero que gostem!

Sinopse: Eleanor é a nova garota na cidade, e ela nunca se sentiu mais sozinha. Todas as roupas estranhas, cabelo ruivo caótico, e uma vida familiar cheia de problemas, ela não poderia ficar mais de fora nem se tentasse. Então ela senta no ônibus ao lado de Park. Calmo, cuidadoso e - aos olhos de Eleanor - impossivelmente legal, Park acredita que ficar fora do caminho é o melhor jeito de sobreviver ao colegial. Devagar e instantaneamente, através das conversas tarde da noite e uma grande pilha de fitas, Eleanor e Park se apaixonam. Eles se apaixonam do jeito que sempre é a primeira vez, quando se tem 16 anos, e não há nada e tudo a perder. Ambientado no ano escolar de 1986, Eleanor & Park é engraçado, triste, chocante e verdadeiro, uma viagem nostálgica para quem nunca esqueceu seu primeiro amor.fonte: www.skoob.com.br


Minha Análise


Um dos principais fatos que me chamou a atenção no livro foi como os fatos aconteciam muito depressa a princípio e na metade da história o enredo caminhou em passos muito lentos. O enredo principal, o romance dos dois, é bem óbvio e fraco. Em várias partes do livro escorre muito açúcar, mas tentei relevar a situação toda mesmo não gostando de livros melosos. Por muitas vezes eu queria que a história se mostrasse mais profunda, mas o que tive foi completamente ao contrário. Foi a autora apertando sempre na mesma tecla, ao mostrar Eleanor como a personagem mais insegura dos últimos tempos. Uma personagem que quase não se arrisca e tem medo e marcas muito profundas, o que realmente me faz pensar que seja culpa dela. O livro mostra contrapontos muito esclarecidos, em como Park parece ter a melhor família do mundo e Eleanor a pior! Todos tem um motivo de ser como são e a autora consegue deixar isso bem claro, em como desde o começo a vida de Eleanor sempre fora muito desestabilizada: rejeitada pelo pai, vive sob o mesmo teto que um padrasto, que mais passa a imagem de monstro durante todo o livro do que de padrasto. É notável também como ela sente-se petrificada, sem reação sobre o que ocorre a sua volta, pois sua mãe sabe do contexto em que vive, em que não está dando para seus filhos o melhor que pode, mesmo que ela acredite que sim, sobrevive sendo passiva a praticamente tudo que acontece em sua casa, tentando manter simplesmente a paz aparente.
Durante a leitura, ficou muito claro pra mim que Eleanor e Park não eram os personagens que eu tinha vontade de acompanhar e sim a mãe de Park, que foi eleita por mim como a personagem mais legal do livro: uma pessoa sábia, controladora as vezes, amorosa, engraçada... coreana.
Ainda voltando para a história, Eleanor e Park traz um enredo que me deixou muito frustrada ao final da leitura, por me deixar com sentimento de total impotência diante de certas injustiças da vida que a gente ganha sem ao menos ter feito algo para merecer. Nessa história fica muito claro como os nossos planos muitas vezes não seguem da forma como a gente pretende e que o destino pode ser muito cruel.
O fim do livro traz um tom reflexivo e muitos pensamentos do tipo "será que?" "e se?". É vago e de poucas palavras.


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É isso por hoje, pessoas! Espero que tenham gostado. Tem alguma opinião diferente da minha? Então, me conte nos comentários! Concorda comigo em algo que eu disse no post? Então me conta nos comentários também! hahah



2 de março de 2015

Resenha: A menina que colecionava borboletas



A menina que colecionava borboletas foi o primeiro livro que comprei da blogueira e escritora Bruna Vieira, e foi durante a bienal de 2014 em São Paulo, mas ele ficou por muito tempo encostado na minha prateleira esperando a vez dele chegar devido a muitos livros que eu ainda tinha pra ler antes dele. Até que chegou a vez dele...

Sinopse: A Menina que Colecionava Borboletas - Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí. fonte: www.skoob.com.br

Minha Análise


Por mais que A menina que colecionava borboletas que título longo foi o primeiro que comprei da autora, definitivamente não foi o primeiro que li. Comecei do começo! Depois de adquirir este livro achei que seria muito errado não conhecer a primeira obra da autora para fazer uma análise da evolução dela como escritora, seus relatos e tudo mais que envolve o processo de crescer nessa área. Então, decidi que iria comprar o Depois dos quinze, que inclusive já resenhei no blog pra vocês (clique aqui).
Depois de ler Depois dos quinze, criei expectativas muito boas para começar a ler A menina que colecionava borboletas e não via a hora de completar minha lista de leitura logo para chegar a vez de ler esse.
Pra quem não sabe, este livro, assim como Depois dos quinze é o segundo livro de crônicas da escritora, então comecei a leitura me deparando com crônicas que são bem pessoais e extremamente bem escritas sobre autoconhecimento, amadurecimento, amor próprio, tudo com uma cara bem Bruna Vieira relatando experiências pessoas e aprendizados. Então pensei, vou ler este livro num instante! O livro é muito curto, tem apenas 152 páginas!!!! Li os primeiros sete contos, aproximadamente, de forma radiante, até que cheguei na metade do livro. E vou te dizer, pessoa que está aí do outro lado lendo este post: que metade de livro mais desnecessária...Enquanto os primeiros contos seguem uma linha de raciocínio a metade do livro se resume a crônicas sobre "romancinho" que eu já tinha cansado de ler e poderiam muito bem estar anexados ao primeiro livro da escritora. Perdi a noção dos pensamentos reflexivos que me atraíram no início do livro porque eles simplesmente não estavam mais ali. Perdi a noção também de quantas vezes li a frase: E senti o cheiro do seu perfume, ou frases extremamente similares a essa que estavam presentes em praticamente TODAS as crônicas (essas do meio do livro). Porém no final do livro as coisas mudaram um pouco mais e voltei a sentir a mesma linha de pensamento das crônicas do início do livro estavam presentes mais uma vez, sendo que só quando você chega na última crônica você entende o título do livro.
Não posso deixar de mencionar aqui o fato de que eu paguei 32 reais neste livro, que é um valor, vamos combinar, caro pra um livro com apenas 152 páginas, que se não tivessem tantos espaçamentos entre a linhas e espaços em branco entre os contos teria bem, bem menos páginas este livro. Isso sem contar nas páginas do meio que são dedicadas as ilustrações da Malena Flores essa linda que foi responsável pela capa também. A Malena não decepcionou nem um pouco, como todo o trabalho dela, sim sou fã de carterinha, estava muito bem apresentado e confesso que só não fiquei tão triste de pagar 32 reais no livro por causa das ilustrações lindas que vem no livro todo, são várias por sinal!



No fim das contas senti que este livro, de todos as 50 crônicas presentes no livro apenas umas 15 realmente me agradaram, o que foi decepcionante pois estava esperando muito mais do livro. A evolução na escrita dela que eu procurava aqui eu não encontrei.
Preciso confessar uma última coisa:  a Bruna, nos livros dela, intercala as crônicas e pensamentos pessoais e eu fico muito frustrada de chegar ao final de um conto e não saber se aquela história aconteceu com ela ou se foi uma ficção completa, acho que gera uma quebra de linha de pensamento no livro bem grande.
Acho que as crônicas de A menina que colecionava borboletas podiam ser facilmente acrescentadas ao livro Depois dos quinze e ter feito um livro bem bacana com umas 300 páginas ao invés de dois livros distintos de 150...
Depois de ler este livro estou me questionando seriamente sobre comprar o livro De volta aos quinze, acho que pode ser uma experiência boa por se tratar de um romance e não crônicas, mas ainda estou muito em dúvida sobre o assunto.



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E aí, pessoas? Alguém que já leu o livro concorda comigo? Ficou com vontade de ler depois da resenha ou não? Me contem nos comentários!!

24 de fevereiro de 2015

Whiplash: Em busca da perfeição



Sinopse: O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, melhor escola de música dos EUA. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental. fonte: www.adorocinema.com 


Minha Análise


Trazendo um filme com pouquíssimos cenários e personagens, no qual a maior parte das cenas são compostas apenas pelo personagem principal e o ator coadjuvante, Whiplash tem o poder de incomodar o espectador com cenas pesadas de humilhação e esforço excessivo. Acima de tudo traz consigo uma mensagem forte e marcante: até onde você iria para atingir a perfeição?
Não basta apenas ser bom, foi o que o protagonista do filme aprendeu da pior forma. Não importava o quanto era elogiado pelos outros, pai, namorada, etc. O que valia era a opinião do especialista, quem realmente entendia do assunto e podia lhe dar uma opinião mais que sincera sobre seu desempenho. Mais que isso, mostra quais são os sacrifícios necessários de alguém que ter garra e determinação para enfrentar os desafios e atingir seus objetivos.
Com um roteiro original, o filme consegue absorver o que há de melhor nos atores de forma que prende o espectador, que torce a cada cena para o sucesso de Andrew e o fracasso do impulsivo e perfeccionista Terence Fletcher. Não é a toa que J.K. Simmons conquistou diversos prêmios como Oscar, Globo de Ouro, SAG e BAFTA na categoria melhor ator coadjuvante. Mesmo que não tenha sido indicado ou recebido diversos prêmios como J.K., Miles Teller não deixa a desejar com sua atuação e versatilidade. É a primeira vez que vemos o ator deixando de lado os filmes de categoria romântica para protagonizar um filme do gênero drama e musical. Os esforços do ator são notáveis, pois além de atuar, o ator teve de tomar aulas de bateria para estrelar o filme, mesmo que já soubesse tocar o instrumento.



Além de toda trama e atores, Whiplash não seria nada sem sua qualidade musical, trazendo clássicos do jazz para embalar diversas cenas do filme com uma mixagem de som única, o que garantiu mais um prêmio de Oscar ao filme. No total o filme levou 3 Oscars das cinco categorias pra qual fora indicado, incluindo melhor filme.
Whiplash é sem dúvida surpreendente e merecedor de destaque. Sendo um filme de cerca de 90 minutos, Whiplash me deixou com gosto de quero mais e definitivamente, pra mim, um dos melhores filmes produzidos em 2014.

E vocês?? Já assistiram ao filme Whiplash? Se não, ficou curioso para ver? Não deixe de me contar nos comentários!!

20 de fevereiro de 2015

Resenha - O assassinato de Roger Ackroyd


É muito difícil fazer uma crítica ruim a algum livro de Agatha Christie. Se você já teve a oportunidade de ler algum livro dela, sabe do que eu estou falando. Se você não o fez, saiba que seu título de Rainha dos Romances Policiais é simplesmente o mínimo que se pode dizer de suas obras. Eu não sei você, mas eu, particularmente, sempre me sinto intrigada e instigada por suas tramas, pois elas ficam na minha memória por um bom tempo depois de terminar a história. Mas vamos ao que interessa.

Sinopse: Na pequena King's Abbot o suícidio súbito de uma viúva logo espalha rumores de que ela matou seu marido e estava tendo um caso secreto com o bem sucedido Roger Ackroyd. Na noite seguinte, Ackroyd é assassinado em seu escritório trancado, logo após receber uma carta póstuma da viúva, onde confessa que estava sendo chantageada e identifica o chantagista. King's Abbot está cheia de suspeitos, desde o mordomo nervoso, passando pelo enteado rebelde e problemático até a cunhada Sra. Cecil Ackroyd, que mora há anos na casa do irmão de seu falecido marido. Cabe agora ao famoso detetive Hercule Poirot, que estava em King's Abbot incognito e aposentado, cuidando de seu jardim, resolver o mistério de quem matou Roger Ackroyd e porque. Uma tarefa em que terá auxílio do médico James Sheppard, contando ainda com a engenhosa e fofoqueira irmã do médico, Caroline. O Assassinato de Roger Ackroyd é o livro que fez Agatha Christie um nome familiar e lançou sua carreira bestseller.
Fonte: http://www.cultivandoaleitura.com.br/

Minha Análise


O assassinato de Roger Ackroyd trata de um caso investigado por um dos heróis de Agatha, ninguém mais ninguém menos que o ilustre monsieur Hercule Poirot. Hercule Poirot é, na minha opinião, o melhor dos personagens investigativos criados pela autora. É o tipo da pessoa que transmite um ar de inteligência e imponência. Mas não se engane, pois Poirot não é, nem de longe, um personagem convencional. Pelo contrário, nas próprias palavras da autora: “altura, um metro e sessenta e dois; a cabeça, do formato de um ovo, ligeiramente inclinada para um lado; olhos de um verde brilhante quando excitado; espesso bigode hirsuto como costumam usar os oficiais do Exército; e uma pose de grande dignidade.” Suas características peculiares, no entanto, só reforçam a ideia de que se trata de um personagem dotado e muitas “células cinzentas” da maior qualidade.




Achei muito interessante nesse romance, o fato de a história ser narrada em primeira pessoa. A princípio estranhei um pouco, já que não me lembro de alguma vez ter lido uma história dela que não fosse narrada em terceira pessoa, mas assim que terminei o livro entendi que até esse detalhe tinha seu propósito no enredo. A história é contada pelo Dr. Sheppard, o médico da vila local em que Poirot se instala depois de se aposentar. Sua narrativa é muito interessante, já que ele praticamente adota o papel de “Dr. Watson”, permitindo assim que tenha ampla visão da investigação como um todo.



O que mais me intriga nessa história é o fato de chegar aos últimos capítulos da trama e não ter a mínima ideia de quem é o culpado. Claro que, se você já leu alguma aventura de Agatha, você automaticamente é conduzido a suspeitar de todos e, mesmo assim, fico chocada com a descoberta do vilão. Peguei-me olhando para o nada meio desapontada, meio encantada pelo fato de seus romances ainda me surpreenderem dessa forma. 

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9 de fevereiro de 2015

Resenha: Não sou uma dessas



Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu tenho tentado fugir do enredo de romance, principalmente o teen, que estou habituada a ler. Então, desde janeiro, comecei a fazer uns investimentos em livros diferentes como uma autobiografia da atriz/escritora/produtora executiva/mais um monte de coisa Lena Dunham denominada Não sou uma dessas, Not that kind of Girl no título original.


Sinopse: Lena Dunham , a premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adultaComparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idadeJá estou prevendo a vergonha que sentirei por ter pensado que tinha algo a oferecer, escreve Dunham. Mas se eu puder pegar o que aprendi e tornar alguma labuta mais fácil para você ou evitar que você tenha o tipo de sexo em que sinta que deve continuar de tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei valeu a pena.Ela tem a habilidade extremamente rara de ser 100% ela mesma em 100% do tempo. The New York Times.A escrita de Dunham é tão inteligente, honesta, sofisticada, perigosa e encantadora como a sua série Girls. O maior mérito do livro é um tipo de superconsciência divertida: de si mesma, do mundo, do ser humano. Ler Não sou uma dessas faz você se sentir feliz por estar no mundo e por Lena estar nele com você. George Saunders , escritor. 
fonte: www.skoob.com.br 




Minha Análise


Confesso que nunca fui a maior fã da Lena Dunham e nem da série que ela atua/produz, Girls. Mas desde que começaram a anunciar o lançamento e as campanhas para promoção do livro começaram a surgir, tendo a divulgação de vídeos na internet com o tema #AksLena, no qual Lena respondia a pergunta de fãs sobre os mais diversos assuntos, passei a ter interesse em ler o livro. Vou deixar aqui uma amostrinha dessa série de promoção do livro, que no Brasil foi divulgado pela editora Intrínseca, responsável por divulgar e trazer o livro traduzido ao Brasil.


Este foi o primeiro livro de autobiografia que li e me convenci em comprá-lo pelo fato de achar que o livro traria algumas questões relevantes assim como os temas apresentados nos vídeos de #AskLena, que apesar de eu, desde o começo, ter achado as respostas dela para as perguntas feitas nada inovadoras, eu concordava com a opinião dela na maior parte das vezes. Decidi, então, que o investimento poderia valer a pena.
O livro é narrado por ela mesma, então é uma obra em primeira pessoa, e é dividido em cinco diferentes partes, onde os quatro primeiros temas são: amor e sexo, corpo, amizade e trabalho. Por fim é apresentada a última parte com um panorama geral de tudo que já fora apresentado anteriormente.
No começo da leitura tive muita dificuldade em acompanhar o texto por não estar nem um pouco acostumada com esse tipo de linguagem e apresentação de texto. A princípio pareceu cansativo, confuso e chato de ler, mas conforme foi acostumando com a abordagem, a leitura foi fluindo melhor e consegui ler bem rápido.
Minhas impressões sobre a narrativa são que o livro todo serviu para mostrar como Lena sempre se sentiu, e talvez ainda se sinta incompreendida, tanto pelos pais, quanto pela sociedade e até mesmo por ela, no qual ela passa por diferentes experiências na vida apenas para se descobrir ou tentar se encaixar no mundo. Mostra como demorou a aprender a se valorizar e impedir a aceitar de cabeça baixa que homens a tratassem como bem entendessem. Na narrativa ela conta diversas experiências que por muitas vezes chega a ser constrangedor imaginar tudo que ela passou.
Ao ler o livro, pra mim pelo menos, foi quase impossível acompanhar sem ao mesmo tempo, mentalmente começar a dar pitacos sobre como ela deveria ter procedido diante de certas situações, pois na maior parte das vezes ela se apresenta de forma tão frágil e imatura nas histórias contadas que você chega a desejar ter estado do lado dela para tentar conduzir as atitudes da garota de uma forma bem diferente.
Teve uma hora durante a minha leitura que cheguei a questionar a veracidade dos fatos apresentados, pois existe uma frase em um dos contos em que ela diz: Sou uma narradora nada confiável, o que me fez questionar demais se ela não inventou a maior parte das histórias constrangedoras apenas para se promover e atrair pessoas para conhecer sua "embaraçosa" jornada e vender vários livros.
Apesar da minha incerteza diante dos fatos apresentados, fica bem claro alguns momentos em que a escritora menciona o fato de usar a sua vida como inspiração para muitas coisas que faz relacionadas ao trabalho, pois seu intuito, principalmente com a série Girls, foi mostrar sem enfeites a realidade de muitos jovens na faixa dos 20 anos, com base em suas experiências. E isso ficou muito claro para mim, pois muitas das experiências relatadas pela autora viraram pauta da série Girls e isso ela não precisou dizer. Enquanto eu lia diversos contos, as cenas de Girls passavam pela minha cabeça para embalar e compor minha leitura.
Com a leitura deste livro me lembrei que cada um tem seu próprio tempo de aprendizado e, que mesmo que mil e uma pessoas tentassem dar conselhos para ela, ainda assim ela faria mil e uma burradas sozinha, apenas para tentar sentir na pele algumas experiências e aprender por si só como se portar no mundo.





O livro tem uma diagramação ok e não encontrei erros de revisão. A capa do livro traduzido segue a mesma versão da original e posso dizer que é uma capa clean mas com muito charme, uma das minhas favoritas devido a paleta escolhida para ela. As ilustrações dentro do livro trazem um contraponto no livro, pois faz parecer que é um livro infantil as vezes, o que de fato é completamente ao contrário, me fazendo pensar que elas estão presentes no livro pra mostrar a irreverência de Lena diante de assuntos polêmicos.
Esta foi minha primeira experiência com autobiografias e não me arrependi, espero que seja a primeira de muitas!


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E quem já leu o livro ou pretende ler me contem suas experiências/ expectativas com o livro nos comentarios!!

2 de fevereiro de 2015

Resenha: Extraordinário



De uns tempos para cá umas das minhas metas de leitura é acrescentar a minha lista livro que não sejam necessariamente com temática romance juvenil ou romance de modo geral. Em busca desse objetivo foi que conheci o livro Extraordinário e logo coloquei ele na minha wishlist para poder comprá-lo assim que fosse possível. Que tal acompanhar um pouco então da minha experiência com esse livro?

Sinopse: O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.




Minha Análise


A princípio uma das coisas que mais me chamou a atenção para este livro foram as ilustrações, logo na capa já é possível notar um belíssimo trabalho de todo o conjunto que compõem a obra. Uma ilustração simples e de muito significado para representar o que se lê. A linguagem do livro todo é simples, fácil de ler e com um enredo bem dinâmico, não te faz sentir vontade de parar de ler no meio do caminho por ter uma história parada ou algo do tipo. A leitura do livro toda é rápida e muito prazerosa. 
O livro é dividido em várias partes, sendo que cada uma é narrada por um personagem diferente, repetindo apenas para volta de narração de Auggie duas vezes.
De início o leitor conhece o personagem principal, Auggie,  e vê sua vida através da perspectiva do garoto, todas as suas lutas, situações constrangedoras para muitas pessoas mas que infelizmente Auggie se acostumara a passar durante o seu tempo de vida devido ao choque que as pessoas sentiam ao vê-lo. O personagem principal durante a maior parte do livro mostra-se muito mais maduro para sua idade que o usual. É notável como seu problema de deformidade facial o atingia desde muito pequeno, obrigando a se tornar mais forte para poder encarar o mundo, mesmo que sempre tivesse seus pais e sua irmã Via sempre prontos para protegê-lo.





Mesmo sendo uma criança que mostra-se madura na maior parte do tempo, o livro abrange também toda sua fragilidade quando mostra a dependência que ele passou a ter dos pais, a forma como sempre fora mimado e na maior parte do tempo pode tomar suas próprias decisões, pois seus pais o tratam de uma forma mais especial como tentativa de compensar todo o sofrimento que ele passa ou pode passar durante seu dia. Mas no fundo dá pra notar que são apenas pais super protetores, que como todo pai só quer o melhor para seu filho.
Quando comecei a ler o livro, pela sinopse achei que iria encontrar um personagem principal que não tem medo de se mostrar mesmo tendo deficiências e como se não bastasse não ter medo do mundo ainda faria as pessoas pararem para pensar em suas atitudes, uma vez que Auggie é usado no livro para tratar do Bullying como tema principal. O que encontrei foi completamente ao contrário, Auggie mesmo que maduro é como uma criança qualquer, cheia de medos, frustrações, indignações, alegre quando está com sua família, tímido fora de casa e principalmente envergonhado com sua aparência quando precisa estar em um lugar onde as pessoas não o conhecem, ou nunca o viram. Dá pra notar claramente os dois lados da moeda, o que torna o livro muito verdadeiro para mim, pois não mostra um protagonista utópico, que mesmo sofrendo ataques constantemente se mantém sempre em pé, pelo contrário.
Os momentos de clímax do livro acontecem com Auggie passando por uma fase nova em sua vida: ele passa a frequentar uma escola comum. Neste cenário é possível ver o personagem explorando novas descobertas, fazendo amizades, conquistando inimigos mesmo sem se esforçar para isso e aprendendo aos poucos como a vida pode ser injusta muitas vezes.
O livro apresenta personagens memoráveis como Via, Olívia, irmã de Auggie. Uma personagem que que tem suas necessidades mas reconhece que seu irmão precisa de mais atenção no mundo do que ela. Ela consegue se virar. Mesmo podendo, ela não se sente vítima na história, pelo contrario. A obra é repleta de pessoas que se levantam em favor de Auggie e lentam questões cotidianas que nos fazem parar para pensar em nossos comportamentos diante das diferenças.
A construção do personagem construído pela autora não é inovadora mas muito reflexiva. O valor da obra está na simplicidade, mostrando que são ações simples que podem tornar uma pessoa memorável na vida de muitos e que no fundo somos pessoas iguais, cheias de inseguranças, medos, que tentam se encaixar no mundo pelo menos uma vez na vida. O livro é uma boa pedida para qualquer faixa etária. Estou certa de que ele traz ensinamentos diferentes para qualquer um que o lê!


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E você? Já leu este livro e gostou também? Se não, ficou interessado em ler?  Me  contem nos comentários!!


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