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26 de março de 2018

Resenha: Com amor, Simon



     E cá estamos nós com mais uma resenha sobre o segundo livro escolhido pelo clube do livro, o Infinistante. Se você tá caindo de para-quedas neste assunto por aqui, não se assuste! Não é algo essencial pra continuar lendo esta resenha/post, mas se quiser entender melhor sobre algumas coisas que vou comentar por aqui ou até mesmo se você quiser fazer parte de um clube do livro também, é só visitar este meu post aqui, onde eu explico tudinho nos mínimos detalhes!
      Queria começar dizendo que este mês tinhamos duas opções de livros LGBT+ pra escolher. Este, "Com amor, Simon" e o "Me chame pelo seu nome". Fiquei com muita vontade de escolher o "Me chame pelo seu nome", mas eu já havia assistido ao filme, o que me fez perder um pouco a motivação. Sei que muitos vão dizer "ah, mas o livro é melhor". Não tenho dúvidas quanto a isso, realmente deve ser melhor e mais profundo/complexo que o mostrado no filme. No entanto, achei que ia perder fácil a motivação pra ler o livro, considerando que eu já conhecia pelo menos superficialmente a ordem dos fatos e a moral do livro, o que me fez ir pra segunda opção: Simon vs a agenda homo sapiens, que agora está conhecido como "Com amor, Simon" devido ao lançamento do filme nos cinemas com essa versão mais curta do nome. Que vamos combinar é um título muito melhor que o que a autora deu pro livro e faz muito mais sentido.
      Confesso que não fiquei muito animada pra ler, visto que é um livro categoria infanto-juvenil e vocês sabem, se já me acompanham por aqui no blog, que minha vontade de ler esta categoria está cada vez mais próxima de zero. Mas pra manter o o objetivo de ler mais esse ano, resolvi me forçar a ler o livro e ver se a minha opinião mudava. 
     Antes de começar então, na verdade já começou há um tempo né, mas você entendeu!, vou deixar a sinopse do livro aqui embaixo pra você entender um pouco melhor sobre a história.

Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos. Fonte: Skoob.com.br

     Como bem parece pela sinopse, a premissa da história é bem infantil, imatura. De certa forma adequada considerando que são adolescentes e adolescentes fazem coisas imaturas e sem pensar. No entanto, eu esperava mais desde o começo do livro por se tratar de um assunto delicado: mostrar um adolescente com seus dilemas em sair do armário, um adolescente que de fato está começando a descobrir quem é e encontra apoio de forma virtual.
     Muitas vezes não consegui levar a sério a narrativa, a troca de e-mails entre Simon e Blue é mais cômica do que realista. Eles falam sobre nada e sobre tudo ao mesmo tempo, mas mesmo assim a situações são muitas vezes razas, ao meu ver.
     Não quero esconder o jogo e dizer que me apeguei a algum personagem porque isso não aconteceu em nenhum momento. A história é tão centrada nos e-mails trocados e nos acontecimentos decorrentes dos e-mails que a construção dos personagens não existe. O leitor acaba sabendo muito pouco sobre cada personagem, ficando difícil ocorrer uma identificação com o persnagem ou qualquer sentimento de empatia por eles.
     O tema principal do livro é um tema muito atual e relevante e poderia ser usado como guia de apoio para muitos se fosse tratado com mais complexidade. A situação vivida por Simon acaba sendo muito perfeita pra ser verdade em todos os sentidos, como se vivessemos num mundo utópico, sem preconceitos, com pessoas que reconhecem suas falhas, com apoio do começo ao fim e ainda por cima com bonus de recompensa no final.
     Acredito que também não tenha sido a intenção da autora escrever um livro complexo, dramático considerando o publico-alvo. Mas se for levar em consideração também que este é o primeiro livro da autora pode ter rolado uma certa imaturidade na construção do enredo do livro, o que fez ela não aproveitar a oportunidade, talvez. Estou dizendo isso pois li nos adicionais sobre a autora no livro que ela é psicóloga, então imagino que ela tenha muito conhecimento na área que poderia ter sido aproveitado na forma de enredo, aproveitado para instruir das mais diversas formas jovens que estão na mesma situação, além de auxiliar a sociedade mais conservadora de modo geral a encarar a situação sem olhos preconceituosos.
     Mesmo assim, o livro se tornou atrativo para ir as telonas. Pelo que vi do trailer, muitas coisas vão mudar em relação ao livro, então estou até mais empolgada de assisitir ao filme do que com o livro pra ver se a história se torna mais interessante, instrutiva mas ainda assim, leve.
      Pra quem não viu ainda o trailer, vou deixar aqui pra vocês também conferirem e me dizerem o que acharam!



      E você? Já leu este livro? Me conta aqui nos comentários também contanto o que achou. Vou adorar saber!

21 de fevereiro de 2018

Resenha: Mostre seu trabalho!



          Pro post de hoje temos uma novidade aqui no blog, decidi deixar algumas resenhas de livro que vou postar um pouco diferente. Resolvi participar de um club de leitura, o Infinistante, que foi criado como uma parceria entre a Loma (Sernaiotto), a Maki (Desancorando) e a Mel (Serendipity). Desde já, fica aqui meu agradecimento pra vocês, meninas. Por terem aberto esta ideia linda pra mais pessoas por aí afora. Fazer parte deste club foi uma forma que encontrei para forçar a mim mesma a ler mais nesse ano. Ano passado os objetivos de leitura foram vergonhosos, devo dizer. E, acho que fazer isso em conjunto vai deixar a experiência ainda mais agradável.
         Se você, carx leitxr, quer saber um pouco mais sobre o projeto e como funciona pra participar também você pode encontrar mais informações aqui.
         Bom, o primeiro livro escolhido para iniciar o projeto foi o Mostre Seu Trabalho como vocês já devem ter visto pelo título e foto do post. Confesso que fiquei bem animada com a escolha inicial, por ser um livro com um tema leve mas bem relevante pra todos mas principalmente pra nós que temos blog, ou qualquer outra mídia para expor o que fazemos de alguma forma.
         O livro foi escrito por Austin Kleon, mesmo autor do famoso livro Roube Como Um Artista que nunca li por sinal, só fiquei no estágio do namoro pra comprar, o que nunca aconteceu. Segue a sinopse pra você que ainda não sabe muito sobre o livro:

        Depois de Roube como um artista, um manifesto irreverente e repleto de dicas bem-humoradas para ativar o potencial criativo, e Roube como um artista: o diário, o escritor e artista gráfico Austin Kleon ensina ao leitor como compartilhar sua criatividade e tornar seu trabalho conhecido na era digital. Dividido em 10 capítulos com regras transformadoras e objetivas, citações, exemplos práticos e ilustrações bem-humoradas, Mostre seu trabalho! derruba de vez o mito do “gênio solitário” ao propor atitudes que valorizam o compartilhamento de ideias durante o processo criativo sem medo de ser “roubado”. Para Kleon, a generosidade supera a genialidade no mundo atual, e a capacidade de estar acessível e de saber usar as redes sociais de maneira produtiva, de forma a criar interesse e curiosidade em torno de seus projetos, é mais efetiva para tornar seu trabalho conhecido e relevante do que o desgastado “networking”. 
Fonte: www.skoob.com.br

Antes de começar de fato, gostaria só de reforçar que minhas resenhas não tem spoilers do livro, exceto por algumas citações que achei importante destacar, no entanto, retratam apenas minhas impressões sobre o livro, não substituindo sua própria leitura pra tirar suas conclusões, que podem ser bem diferentes da minha. Espero que esta resenha te motive a fazer isso :)


16 de setembro de 2016

Resenha: #GirlBoss



     E lá fui eu novamente para uma nova leitura e dessa vez voltei a ser tendenciosa e escolhi ler uma biografia!! Quem mais é adepto dessa categoria? #GirlBoss é definitivamente um livro que me surpreendeu em vários aspectos. Se você quiser saber mais da minha opinião sobre este livro, continue lendo este post, por favor :)

5 de julho de 2016

Resenha: Put Some Farofa




Depois de passar uma boa fase apenas lendo livros em inglês ou no mínimo de autoria estrangeira decidi voltar a ler um pouco da leitura nacional. Fugi dos clássicos. Embora saiba que são excelentes e ainda tem vários ainda que não li e que preciso dar check na minha lista pessoal, estava mais afim de ler algo mais "informal" e voltado pro humor. Um livro escrito pelo Gregório Duvivier parecia contemplar o que eu queria para a minha próxima leitura.
O livro Put Some Farofa já me faz rir só pelo título. Eu realmente fiquei pensando se exite alguma tradução para a palavra farofa, e sinceramente não consegui pensar em nada q traduzisse bem a palavra. (Se você souber e quiser me ajudar a conhecer mais uma palavra em português, está mais que convidado a deixar um comentário aqui ao final da página deste post :) ) Mas continuando...
O livro Put Some Farofa é um livro que foi publicado no ano de 2014 pela aclamada editora Companhia das Letras. Logo no começo do livro da pra ver como o livro desde o começo apresenta muito suporte. Quando digo suporte estou me referindo não apenas a fanbase que o autor possui pelos seus famosos textos publicados na folha, ou até mesmo seus escritos como roteirista para o Porta dos Fundos, sem falar no seu próprio trabalho como ator. Me refiro ao apoio da editora e pelo próprio parecer sobre o livro que precede as cronicas de Gregório. Se você leu, ou quando ler, vai entender o que estou falando.

17 de agosto de 2015

Resenha: A invenção de Hugo Cabret




Cá estamos nós com mais uma resenha de livro lido durante a maratona de inverno 2015 do proposto pelo canal Geek Freak!
Vou aproveitar este início de post pra informar vocês que o desafio de ler os 6 livros que apresentei para vocês na TBR da maratona foi um sucesso total. Normalmente estava conseguindo ler apenas uma média de 2 livros por mês, então ler 6 já me deixou muito feliz e adiantou bem minha lista de livros acumulados da estante.
Acabei não lendo os 3 livros adicionais da lista, que propus ler caso desse tempo, mas acabei decidindo ler apenas os 6 + a Hq, sem pressa, pra poder aproveitar melhor a leitura e não passar os dias só lendo. Afinal, os dias de férias serve pra aproveitar de outros modos também.
Dito isso, vamos ao que realmente interessa hoje: o livro A invenção de Hugo Cabret!
Esse ano tenho lido alguns livros mais infantis, não sei se realmente se enquadram na categoria de livros infantis mas vamos dizer que sim :) De qualquer forma, todos eles trazem crianças como protagonistas, então o ambiente é todo construído a partir dos olhos delas.
Em Hugo Cabret temos uma narrativa em terceira pessoa, mas o enredo inteiro é seguindo os passos que o menino Hugo toma, dessa forma temos o menino presente a todo o momento da história.

Sinopse: A Invenção de Hugo Cabret - Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento da máquinas.A sobrevivência de Hugo depende do anonimato:ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto.Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e uma homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.Fonte: skoob.com.br

21 de julho de 2015

Resenha: Lições de anatomia do temível Dr. Louison | #MLI2015



Fazia bastante tempo, quando eu falo bastante eu quero dizer muito mesmo, que eu não lia livros de fantasia. Não procurei também para ler, até mesmo porque fazia bastante tempo que eu não me interessava pelos livros famosos de fantasia da atualidade. Mas por indicação, acabei comprando o livro "Lições de anatomia do temível Dr. Louison". Eu tentei o mês de junho inteiro ler esse livro, levava ele pra cima e pra baixo comigo pra ver se me forçava a lê-lo, mas simplesmente não aconteceu.
Junho foi um mês em que minhas leituras beiraram a zero e o livro em questão foi deixado de lado para dar lugar a livros de engenharia e muito estudo.
Já no início de julho descobri a Maratona de Inverno do canal Geek Freak, e achei que seria uma oportunidade ótima pra colocar esse livro como prioridade e dar continuidade a outras leituras também.
Esse é um livro nacional, o que me deixou ainda mais feliz por ter concluído a leitura, pois um dos meus objetivos literários é ler cada vez mais livros nacionais e valorizar mais a literatura nacional que é muito rica e pouco valorizada.

Sinopse: A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison - Porto Alegre. Dirigíveis gigantescos dominam o céu. Abaixo, o vapor cinzento dos bondes, das fábricas e dos estaleiros ao redor soma-se à fumaça dos charutos, dos cachimbos e das cigarrilhas. Vozes robóticas, barulho de hélices e maquinários misturam-se ao alarido do povo. De um Zepelin, desembarca Isaías Caminha, um jornalista carioca enviado à cidade para escrever uma matéria sobre o assassino em série Antoine Louison, que há poucos dias assombrava o local com um verdadeiro show de horrores - a exposição dos órgãos de suas vítimas. A aventura começa depois que o Dr. Louison, finalmente capturado e preso no hospício, desaparece misteriosamente de sua cela de segurança máxima sem deixar vestígios. Nesta busca pelo paradeiro do assassino, Isaías e um grupo de investigadores ainda vão topar com conhecidos do Dr. Louison, pertencentes a uma sociedade secreta de intelectuais, chamada Parthenon Místico, que estão dispostos a tudo para defendê-lo e desmascarar os criminosos. Esses amigos de Louison são alguns aclamados personagens da literatura brasileira, em reinvenção - Rita Baiana e Pombinha, de Aluísio Azevedo, Simão Bacamarte, de Machado de Assis, Solfieri, Álvares de Azevedo, entre outros.Fonte: skoob.com.br






Minha Análise


Vou começar falando sobre o título do livro. Não sei como é pra você mas pra mim, este deve ser, de longe, o livro com o maior título que já li. Acompanhem comigo: Lições-de-anatomia-do-temível-Dr.-Louison. É muitooo grande. Então, vou reduzir o título aqui no post para Lições de anatomia pra facilitar a minha, a sua, a nossa vida! Aproveitem pra deixar nos comentários se vocês conhecem outros livros com títulos infinitos assim hahaha
Lições de anatomia é um livro que, a princípio, parece ter uma linguagem muito difícil, pois ele traz a linguagem passada com ortografia antiga, época em que se escrevia "pharmácia" e afins, justamente pelo fato da própria história se passar num século distante. Juntamente com a linguagem rebuscada o livro não aparenta ter uma leitura fluida, mas comigo, a partir do momento que eu fui acostumando com a linguagem, a leitura se tornou muito simples e fácil.
O livro é dividido em cinco partes, algumas delas são narrativas, outras cartas ou registros. Por causa disso, vários personagens assumem o papel de contar a história, o que me fez ter dificuldade de enxergar a existência de um personagem principal durante o enredo. Esse é um aspecto bem particular do livro que me chamou muita atenção.
Mas nada me pareceu mais peculiar nesse livro do que o fato dele misturar personagens da literatura clássica brasileira e portuguesa neste livro. O autor, genialmente, usou os personagens juntamente com outros que inventou. Digo genial porque ficou evidente essa mistura e por ele ter reproduzido-os de forma belíssima. Um dos personagens inseridos na história é Rita Baiana, personagem do livro O cortiço. Pra mim, foi uma experiência única ler as passagens em que o autor traz essa personagem à tona com toda sua essência, me fazendo parecer que eu estava lendo uma parte de O cortiço realmente.
Isso tornou a experiência de leitura muito mais interessante. De todos os personagens utilizados de outros livros eu só reconhecia os de O cortiço, pois foi o único deles que já li. Tenho certeza que se eu tivesse lido os outros títulos envolvidos na leitura teria me surpreendido ainda mais.
Lições de anatomia traz um enredo baseado no mistério e é capaz de cativar o leitor logo no início da narrativa para querer entender toda a trama envolvida.
A diagramação é ok e o livro traz ilustrações lindas, tanto na capa quanto no decorrer das primeiras páginas, no qual traz um mapa pra situar o leitor dos diferentes locais envolvidos no enredo.




Confesso que a conclusão do livro não me atraiu muito, mas o livro me cativou completamente pela forma como foi construído. Todo o cuidado e elaboração envolvida com a obra é nítida de início ao fim e, é justamente disso que tenho sentido falta nas leituras atuais, que o livro não seja apenas um livro de capa bonita. Está faltando escritores que tenham esse cuidado e preocupação na composição da história. Recomendo a leitura deste livro não necessariamente pela história mas porque é um livro bem escrito e, isso deve ser repassado sempre.
Além desse livro estar aprovadíssimo por mim fica aqui minha campanha a favor do lançamento de livros que sejam melhores escritos!
Se vocês conhecem esse tipo de livro, me recomendem aqui nos comentários pois estou à procura deles mesmo para colocar na minha lista TBR!

E esta foi a primeira resenha dos livros que estou lendo pra maratona literária. Já concluí quatro livros e vou trazendo a resenha de cada um deles pra vocês aos poucos. Não esqueça de acompanhar minhas leituras através do Skoob, sempre mantenho ele atualizado com minha leitura atual e também pela página do Facebook, que se você ainda não curtiu pode dar like na página direto aqui na sidebar do blog!

14 de abril de 2015

3 Livros que fizeram diferença


E hoje tem Rotaroots, galera!
Pra quem não sabe, faço parte do grupo Rotaroots-blogueiros de raiz, que é um grupo de interações entre blogueiros, onde todo mês existem propostas de blogagem coletiva. O blogueiro pode escolher qual tipo de post se identifica mais pra trazer pro blog.

Se existe uma coisa que dá um toque a mais aos meus dias, são meus momentos de leitura. Pensem numa pessoa que ama ler uma ótima citação e passagens que definitivamente me ensinaram alguma coisa ou me fizeram ver uma situação com olhos diferentes. Esse é o tipo de influência que uma leitura ou ver um filme pode me causar e ficar bem marcado na minha memória.
Pensando nisso, aderi a uma das propostas do Rotaroots desse mês de abril e vim trazer pra vocês os 3 livros que mudaram a minha vida.
Não vou deixar aqui a sinopse de cada livro, apenas minhas experiências com eles, mas deixarei links de onde comprar, nesses links estarão disponíveis também as respectivas sinopses.



1. Soul Love - à noite o céu é perfeito


Este foi um dos primeiros livros que li quando já me declarava uma "leitora" e encarava qualquer leitura que a sinopse me agradasse. A espessura do livro já não me assustava mais e a única coisa que eu queria era ser surpreendida.
Lembro que li Soul love pois foi uma indicação de uma amiga que era a pessoa que eu conhecia que mais lia na face da Terra e, quando ela relatou todo o enredo que cercava o livro fiquei absolutamente encantada e com vontade de arrancar os livros da mão dela e levar pra casa pra entender por mim mesma sobre toda aquela magia do livro ao qual ela se referia.
E, de fato, acabei com o livro muito rápido, eu não conhecia essa vontade de não querer parar de ler um livro e querer saber o final. Este livro, também, me trouxe a primeira e única experiencia de ter me emocionado durante uma leitura.
Um dos únicos livros que eu tenho coragem de classificar como nota 10.




2. O Pequeno Príncipe


Quem é que não se sente apaixonada por esse livro que atire a primeira pedra. Acho que está pra nascer um livro que tão lindo assim que tenha cara de livro infantil mas que se aplique a todas as idades.
O que me encanta neste livro é a pureza e a quantidade de verdades que são ditas em cada página folheada. Lembro de ter lido este livro muito rápido e de logo depois que contei a algumas pessoas que tinha finalizado essa leitura me pediram que eu relesse, pois cada vez que se lê este livro, é possível obter uma interpretação totalmente nova dele.
Tá aí uma magia, não? Como nossos olhos e nossas interpretações sobre uma mesma coisa pode ser tão distinta? Somente um livro incrível desses poderia nos proporcionar diversas experiências.




3. Querido John


Este foi o primeiro livro que li de Nicholas Sparks, ao ler este livro achei que tinha encontrado meu autor favorito, então fui em busca de outros títulos dele. A questão é: eu não gosto de Nicholas Sparks, mas Querido John é um dos meus livros favoritos, talvez, pelo principal fato dele ser o mais distinto de outros quatro títulos que li do autor e este foi o único que me agradou.
Diferente da mesmice "happy ever after" que o autor costuma trazer, esta, na minha humilde opinião, é a forma mais sincera e verdadeira que ele pode descrever como, de fato, é o amor e tudo que nele envolve.
Aprendi muitas coisas durante a leitura deste livro, que pra mim é uma história de amor com um final surpreendente e reflexivo, do jeito que eu gosto. Isso bastou pra deixá-lo na minha memória.
Ainda estou para encontrar outro livro que descreva tão bem ou melhor a minha visão de amor descritas em uma obra literária.



É claro que estes são apenas 3 livros e diante da infinidade de livros que já li, 3 é um número pouco significativo. E como não pretendo parar de ler muito cedo, tenho muita fé de que essa minha lista de livros marcantes esteja em constante mudança, pois quero sempre descobrir coisas novas, leituras que me abram os olhos e moldem cada vez mais e melhor minha opinião sobre o mundo, além de me proporcionarem o entretenimento que só a leitura é capaz de nos trazer!
Por hoje é isso, pessoas! Espero muito que tenham gostado do post feito com um enorme carinho e de coração aberto. Me deixem nos comentários suas opiniões. Me contem também os seus livros marcantes!

6 de abril de 2015

Resenha: Mentirosos


Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.fonte: www.skoob.com.br


Minha Análise



Mentirosos é um livro narrado em primeira pessoa, pela personagem principal Cadence.
A história apresenta um cenário bem limitado. A história decorre através da apresentações sobre os verões de Cadence na ilha, sendo denominados Verão dos Quinze, Verão dos Dezesseis e assim por diante.
Os personagens são poucos também, sendo destacado apenas seis deles, os quatro Mentirosos, a mãe e o avô de Cadence.
Mentirosos, em minha visão, foi muito bem escrito. Possui uma linguagem simples e de leitura bem fluida. Foi, definitivamente um dos livros mais rápidos que li. Dá pra ler em um dia tranquilamente. Embora seja um livro infanto-juvenil, o livro apresenta diálogos reflexivos e profundos ao mostrar como é a família Sinclair e como é uma rotina de aparências que é criada em volta deles.
A obra tem toda uma dinâmica envolvida. Apresenta diferentes tipos de escrita dentro do todo. Em momentos há a descrição da história de forma poética por parte do interlocutor, outras vezes há a descrição em terceira pessoa, onde mostra algumas histórias paralelas, mesmo que tenham a ver com o enredo principal, escritas pela protagonista. É notável como os diálogos são divididos em lembranças e atualidade, as lembranças são narradas em orações únicas, enquanto os atuais são diálogos corridos.



O livro tem todo um ar de misterioso de início ao fim em relação aos acontecimentos do verão de quinze anos de Cady e é aí que mora toda a graça apresentada no livro. A princípio muitas passagens aparentam ser desnecessárias, feitas exatamente pra preencher espaço na história e na verdade, não é bem assim. Tudo se encaixa ao final da história.
É um dos livros mais criativos que li da categoria infanto-juvenil. Super recomendável para os leitores, que assim como eu, estão tentando fugir do enredo de romance teenager sem fugir da categoria totalmente.
A diagramação é bem feita e não encontrei erros de revisão durante a leitura. Ressalto aqui também o desenvolvimento da capa, que tem o diferencial de ser prata brilhante e bem bonita e diferenciada de vários livros que já vi. Porém achei que o material, não sei dizer qual, usado para a produção da capa é muito ruim, pois ele acumula gordura muito facilmente. Encostar um dedo na capa é certo que ele ficará com a sua digital visivelmente aparente por alguns dias, tirando a beleza de toda a coloração prata diferenciada.


Onde comprar






Espero que tenham gostado da resenha! Me contem nos comentários o que acharam, ok? E se você já leu o livro me conta também o que achou!

17 de março de 2015

A pequena cozinha em paris




Eu sempre fui muito fã de cozinhar, assistir reality shows sobre culinária e afins. E desde sempre tive uma vontade muito grande de comprar um livro de receitas que me fizesse muito feliz ahahah. E desde então venho achando que vários são os livros de receitas que podem cumprir esse papel, e aos poucos pretendo riscar todos eles da minha lista e ser muito feliz tentando as receitas que eles trazem /0/



O primeiro livro que consegui comprar foi A pequena cozinha em paris, um livro escrito por Rachel Khoo, uma inglesa se aventurando na culinária francesa, que é um livro que eu andava namorando desde o lançamento dele pela intrínseca, e eu sabia, bem no fundo, que algum dia iria comprar essa maravilha!
Vou precisar colocar um "leia mais" nesse post pois eu recheie ele de fotos lindas do livro e vale apena ver o post até o fim viu? Vem comigo!


9 de março de 2015

Resenha: Eleanor & Park




Depois de uma semana bem corrida quase que não consigo trazer a tempo o post de segunda-feira pra vocês que é nada mais, nada menos que: Resenha /0/ E é sobre um livro muito comentado por aí que me rendi para ler durante as férias de janeiro. Espero que gostem!

Sinopse: Eleanor é a nova garota na cidade, e ela nunca se sentiu mais sozinha. Todas as roupas estranhas, cabelo ruivo caótico, e uma vida familiar cheia de problemas, ela não poderia ficar mais de fora nem se tentasse. Então ela senta no ônibus ao lado de Park. Calmo, cuidadoso e - aos olhos de Eleanor - impossivelmente legal, Park acredita que ficar fora do caminho é o melhor jeito de sobreviver ao colegial. Devagar e instantaneamente, através das conversas tarde da noite e uma grande pilha de fitas, Eleanor e Park se apaixonam. Eles se apaixonam do jeito que sempre é a primeira vez, quando se tem 16 anos, e não há nada e tudo a perder. Ambientado no ano escolar de 1986, Eleanor & Park é engraçado, triste, chocante e verdadeiro, uma viagem nostálgica para quem nunca esqueceu seu primeiro amor.fonte: www.skoob.com.br


Minha Análise


Um dos principais fatos que me chamou a atenção no livro foi como os fatos aconteciam muito depressa a princípio e na metade da história o enredo caminhou em passos muito lentos. O enredo principal, o romance dos dois, é bem óbvio e fraco. Em várias partes do livro escorre muito açúcar, mas tentei relevar a situação toda mesmo não gostando de livros melosos. Por muitas vezes eu queria que a história se mostrasse mais profunda, mas o que tive foi completamente ao contrário. Foi a autora apertando sempre na mesma tecla, ao mostrar Eleanor como a personagem mais insegura dos últimos tempos. Uma personagem que quase não se arrisca e tem medo e marcas muito profundas, o que realmente me faz pensar que seja culpa dela. O livro mostra contrapontos muito esclarecidos, em como Park parece ter a melhor família do mundo e Eleanor a pior! Todos tem um motivo de ser como são e a autora consegue deixar isso bem claro, em como desde o começo a vida de Eleanor sempre fora muito desestabilizada: rejeitada pelo pai, vive sob o mesmo teto que um padrasto, que mais passa a imagem de monstro durante todo o livro do que de padrasto. É notável também como ela sente-se petrificada, sem reação sobre o que ocorre a sua volta, pois sua mãe sabe do contexto em que vive, em que não está dando para seus filhos o melhor que pode, mesmo que ela acredite que sim, sobrevive sendo passiva a praticamente tudo que acontece em sua casa, tentando manter simplesmente a paz aparente.
Durante a leitura, ficou muito claro pra mim que Eleanor e Park não eram os personagens que eu tinha vontade de acompanhar e sim a mãe de Park, que foi eleita por mim como a personagem mais legal do livro: uma pessoa sábia, controladora as vezes, amorosa, engraçada... coreana.
Ainda voltando para a história, Eleanor e Park traz um enredo que me deixou muito frustrada ao final da leitura, por me deixar com sentimento de total impotência diante de certas injustiças da vida que a gente ganha sem ao menos ter feito algo para merecer. Nessa história fica muito claro como os nossos planos muitas vezes não seguem da forma como a gente pretende e que o destino pode ser muito cruel.
O fim do livro traz um tom reflexivo e muitos pensamentos do tipo "será que?" "e se?". É vago e de poucas palavras.


Onde comprar






É isso por hoje, pessoas! Espero que tenham gostado. Tem alguma opinião diferente da minha? Então, me conte nos comentários! Concorda comigo em algo que eu disse no post? Então me conta nos comentários também! hahah



2 de março de 2015

Resenha: A menina que colecionava borboletas



A menina que colecionava borboletas foi o primeiro livro que comprei da blogueira e escritora Bruna Vieira, e foi durante a bienal de 2014 em São Paulo, mas ele ficou por muito tempo encostado na minha prateleira esperando a vez dele chegar devido a muitos livros que eu ainda tinha pra ler antes dele. Até que chegou a vez dele...

Sinopse: A Menina que Colecionava Borboletas - Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí. fonte: www.skoob.com.br

Minha Análise


Por mais que A menina que colecionava borboletas que título longo foi o primeiro que comprei da autora, definitivamente não foi o primeiro que li. Comecei do começo! Depois de adquirir este livro achei que seria muito errado não conhecer a primeira obra da autora para fazer uma análise da evolução dela como escritora, seus relatos e tudo mais que envolve o processo de crescer nessa área. Então, decidi que iria comprar o Depois dos quinze, que inclusive já resenhei no blog pra vocês (clique aqui).
Depois de ler Depois dos quinze, criei expectativas muito boas para começar a ler A menina que colecionava borboletas e não via a hora de completar minha lista de leitura logo para chegar a vez de ler esse.
Pra quem não sabe, este livro, assim como Depois dos quinze é o segundo livro de crônicas da escritora, então comecei a leitura me deparando com crônicas que são bem pessoais e extremamente bem escritas sobre autoconhecimento, amadurecimento, amor próprio, tudo com uma cara bem Bruna Vieira relatando experiências pessoas e aprendizados. Então pensei, vou ler este livro num instante! O livro é muito curto, tem apenas 152 páginas!!!! Li os primeiros sete contos, aproximadamente, de forma radiante, até que cheguei na metade do livro. E vou te dizer, pessoa que está aí do outro lado lendo este post: que metade de livro mais desnecessária...Enquanto os primeiros contos seguem uma linha de raciocínio a metade do livro se resume a crônicas sobre "romancinho" que eu já tinha cansado de ler e poderiam muito bem estar anexados ao primeiro livro da escritora. Perdi a noção dos pensamentos reflexivos que me atraíram no início do livro porque eles simplesmente não estavam mais ali. Perdi a noção também de quantas vezes li a frase: E senti o cheiro do seu perfume, ou frases extremamente similares a essa que estavam presentes em praticamente TODAS as crônicas (essas do meio do livro). Porém no final do livro as coisas mudaram um pouco mais e voltei a sentir a mesma linha de pensamento das crônicas do início do livro estavam presentes mais uma vez, sendo que só quando você chega na última crônica você entende o título do livro.
Não posso deixar de mencionar aqui o fato de que eu paguei 32 reais neste livro, que é um valor, vamos combinar, caro pra um livro com apenas 152 páginas, que se não tivessem tantos espaçamentos entre a linhas e espaços em branco entre os contos teria bem, bem menos páginas este livro. Isso sem contar nas páginas do meio que são dedicadas as ilustrações da Malena Flores essa linda que foi responsável pela capa também. A Malena não decepcionou nem um pouco, como todo o trabalho dela, sim sou fã de carterinha, estava muito bem apresentado e confesso que só não fiquei tão triste de pagar 32 reais no livro por causa das ilustrações lindas que vem no livro todo, são várias por sinal!



No fim das contas senti que este livro, de todos as 50 crônicas presentes no livro apenas umas 15 realmente me agradaram, o que foi decepcionante pois estava esperando muito mais do livro. A evolução na escrita dela que eu procurava aqui eu não encontrei.
Preciso confessar uma última coisa:  a Bruna, nos livros dela, intercala as crônicas e pensamentos pessoais e eu fico muito frustrada de chegar ao final de um conto e não saber se aquela história aconteceu com ela ou se foi uma ficção completa, acho que gera uma quebra de linha de pensamento no livro bem grande.
Acho que as crônicas de A menina que colecionava borboletas podiam ser facilmente acrescentadas ao livro Depois dos quinze e ter feito um livro bem bacana com umas 300 páginas ao invés de dois livros distintos de 150...
Depois de ler este livro estou me questionando seriamente sobre comprar o livro De volta aos quinze, acho que pode ser uma experiência boa por se tratar de um romance e não crônicas, mas ainda estou muito em dúvida sobre o assunto.



Onde Comprar




E aí, pessoas? Alguém que já leu o livro concorda comigo? Ficou com vontade de ler depois da resenha ou não? Me contem nos comentários!!

20 de fevereiro de 2015

Resenha - O assassinato de Roger Ackroyd


É muito difícil fazer uma crítica ruim a algum livro de Agatha Christie. Se você já teve a oportunidade de ler algum livro dela, sabe do que eu estou falando. Se você não o fez, saiba que seu título de Rainha dos Romances Policiais é simplesmente o mínimo que se pode dizer de suas obras. Eu não sei você, mas eu, particularmente, sempre me sinto intrigada e instigada por suas tramas, pois elas ficam na minha memória por um bom tempo depois de terminar a história. Mas vamos ao que interessa.

Sinopse: Na pequena King's Abbot o suícidio súbito de uma viúva logo espalha rumores de que ela matou seu marido e estava tendo um caso secreto com o bem sucedido Roger Ackroyd. Na noite seguinte, Ackroyd é assassinado em seu escritório trancado, logo após receber uma carta póstuma da viúva, onde confessa que estava sendo chantageada e identifica o chantagista. King's Abbot está cheia de suspeitos, desde o mordomo nervoso, passando pelo enteado rebelde e problemático até a cunhada Sra. Cecil Ackroyd, que mora há anos na casa do irmão de seu falecido marido. Cabe agora ao famoso detetive Hercule Poirot, que estava em King's Abbot incognito e aposentado, cuidando de seu jardim, resolver o mistério de quem matou Roger Ackroyd e porque. Uma tarefa em que terá auxílio do médico James Sheppard, contando ainda com a engenhosa e fofoqueira irmã do médico, Caroline. O Assassinato de Roger Ackroyd é o livro que fez Agatha Christie um nome familiar e lançou sua carreira bestseller.
Fonte: http://www.cultivandoaleitura.com.br/

Minha Análise


O assassinato de Roger Ackroyd trata de um caso investigado por um dos heróis de Agatha, ninguém mais ninguém menos que o ilustre monsieur Hercule Poirot. Hercule Poirot é, na minha opinião, o melhor dos personagens investigativos criados pela autora. É o tipo da pessoa que transmite um ar de inteligência e imponência. Mas não se engane, pois Poirot não é, nem de longe, um personagem convencional. Pelo contrário, nas próprias palavras da autora: “altura, um metro e sessenta e dois; a cabeça, do formato de um ovo, ligeiramente inclinada para um lado; olhos de um verde brilhante quando excitado; espesso bigode hirsuto como costumam usar os oficiais do Exército; e uma pose de grande dignidade.” Suas características peculiares, no entanto, só reforçam a ideia de que se trata de um personagem dotado e muitas “células cinzentas” da maior qualidade.




Achei muito interessante nesse romance, o fato de a história ser narrada em primeira pessoa. A princípio estranhei um pouco, já que não me lembro de alguma vez ter lido uma história dela que não fosse narrada em terceira pessoa, mas assim que terminei o livro entendi que até esse detalhe tinha seu propósito no enredo. A história é contada pelo Dr. Sheppard, o médico da vila local em que Poirot se instala depois de se aposentar. Sua narrativa é muito interessante, já que ele praticamente adota o papel de “Dr. Watson”, permitindo assim que tenha ampla visão da investigação como um todo.



O que mais me intriga nessa história é o fato de chegar aos últimos capítulos da trama e não ter a mínima ideia de quem é o culpado. Claro que, se você já leu alguma aventura de Agatha, você automaticamente é conduzido a suspeitar de todos e, mesmo assim, fico chocada com a descoberta do vilão. Peguei-me olhando para o nada meio desapontada, meio encantada pelo fato de seus romances ainda me surpreenderem dessa forma. 

Onde comprar:

9 de fevereiro de 2015

Resenha: Não sou uma dessas



Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu tenho tentado fugir do enredo de romance, principalmente o teen, que estou habituada a ler. Então, desde janeiro, comecei a fazer uns investimentos em livros diferentes como uma autobiografia da atriz/escritora/produtora executiva/mais um monte de coisa Lena Dunham denominada Não sou uma dessas, Not that kind of Girl no título original.


Sinopse: Lena Dunham , a premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adultaComparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idadeJá estou prevendo a vergonha que sentirei por ter pensado que tinha algo a oferecer, escreve Dunham. Mas se eu puder pegar o que aprendi e tornar alguma labuta mais fácil para você ou evitar que você tenha o tipo de sexo em que sinta que deve continuar de tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei valeu a pena.Ela tem a habilidade extremamente rara de ser 100% ela mesma em 100% do tempo. The New York Times.A escrita de Dunham é tão inteligente, honesta, sofisticada, perigosa e encantadora como a sua série Girls. O maior mérito do livro é um tipo de superconsciência divertida: de si mesma, do mundo, do ser humano. Ler Não sou uma dessas faz você se sentir feliz por estar no mundo e por Lena estar nele com você. George Saunders , escritor. 
fonte: www.skoob.com.br 




Minha Análise


Confesso que nunca fui a maior fã da Lena Dunham e nem da série que ela atua/produz, Girls. Mas desde que começaram a anunciar o lançamento e as campanhas para promoção do livro começaram a surgir, tendo a divulgação de vídeos na internet com o tema #AksLena, no qual Lena respondia a pergunta de fãs sobre os mais diversos assuntos, passei a ter interesse em ler o livro. Vou deixar aqui uma amostrinha dessa série de promoção do livro, que no Brasil foi divulgado pela editora Intrínseca, responsável por divulgar e trazer o livro traduzido ao Brasil.


Este foi o primeiro livro de autobiografia que li e me convenci em comprá-lo pelo fato de achar que o livro traria algumas questões relevantes assim como os temas apresentados nos vídeos de #AskLena, que apesar de eu, desde o começo, ter achado as respostas dela para as perguntas feitas nada inovadoras, eu concordava com a opinião dela na maior parte das vezes. Decidi, então, que o investimento poderia valer a pena.
O livro é narrado por ela mesma, então é uma obra em primeira pessoa, e é dividido em cinco diferentes partes, onde os quatro primeiros temas são: amor e sexo, corpo, amizade e trabalho. Por fim é apresentada a última parte com um panorama geral de tudo que já fora apresentado anteriormente.
No começo da leitura tive muita dificuldade em acompanhar o texto por não estar nem um pouco acostumada com esse tipo de linguagem e apresentação de texto. A princípio pareceu cansativo, confuso e chato de ler, mas conforme foi acostumando com a abordagem, a leitura foi fluindo melhor e consegui ler bem rápido.
Minhas impressões sobre a narrativa são que o livro todo serviu para mostrar como Lena sempre se sentiu, e talvez ainda se sinta incompreendida, tanto pelos pais, quanto pela sociedade e até mesmo por ela, no qual ela passa por diferentes experiências na vida apenas para se descobrir ou tentar se encaixar no mundo. Mostra como demorou a aprender a se valorizar e impedir a aceitar de cabeça baixa que homens a tratassem como bem entendessem. Na narrativa ela conta diversas experiências que por muitas vezes chega a ser constrangedor imaginar tudo que ela passou.
Ao ler o livro, pra mim pelo menos, foi quase impossível acompanhar sem ao mesmo tempo, mentalmente começar a dar pitacos sobre como ela deveria ter procedido diante de certas situações, pois na maior parte das vezes ela se apresenta de forma tão frágil e imatura nas histórias contadas que você chega a desejar ter estado do lado dela para tentar conduzir as atitudes da garota de uma forma bem diferente.
Teve uma hora durante a minha leitura que cheguei a questionar a veracidade dos fatos apresentados, pois existe uma frase em um dos contos em que ela diz: Sou uma narradora nada confiável, o que me fez questionar demais se ela não inventou a maior parte das histórias constrangedoras apenas para se promover e atrair pessoas para conhecer sua "embaraçosa" jornada e vender vários livros.
Apesar da minha incerteza diante dos fatos apresentados, fica bem claro alguns momentos em que a escritora menciona o fato de usar a sua vida como inspiração para muitas coisas que faz relacionadas ao trabalho, pois seu intuito, principalmente com a série Girls, foi mostrar sem enfeites a realidade de muitos jovens na faixa dos 20 anos, com base em suas experiências. E isso ficou muito claro para mim, pois muitas das experiências relatadas pela autora viraram pauta da série Girls e isso ela não precisou dizer. Enquanto eu lia diversos contos, as cenas de Girls passavam pela minha cabeça para embalar e compor minha leitura.
Com a leitura deste livro me lembrei que cada um tem seu próprio tempo de aprendizado e, que mesmo que mil e uma pessoas tentassem dar conselhos para ela, ainda assim ela faria mil e uma burradas sozinha, apenas para tentar sentir na pele algumas experiências e aprender por si só como se portar no mundo.





O livro tem uma diagramação ok e não encontrei erros de revisão. A capa do livro traduzido segue a mesma versão da original e posso dizer que é uma capa clean mas com muito charme, uma das minhas favoritas devido a paleta escolhida para ela. As ilustrações dentro do livro trazem um contraponto no livro, pois faz parecer que é um livro infantil as vezes, o que de fato é completamente ao contrário, me fazendo pensar que elas estão presentes no livro pra mostrar a irreverência de Lena diante de assuntos polêmicos.
Esta foi minha primeira experiência com autobiografias e não me arrependi, espero que seja a primeira de muitas!


Onde Comprar





E quem já leu o livro ou pretende ler me contem suas experiências/ expectativas com o livro nos comentarios!!

2 de fevereiro de 2015

Resenha: Extraordinário



De uns tempos para cá umas das minhas metas de leitura é acrescentar a minha lista livro que não sejam necessariamente com temática romance juvenil ou romance de modo geral. Em busca desse objetivo foi que conheci o livro Extraordinário e logo coloquei ele na minha wishlist para poder comprá-lo assim que fosse possível. Que tal acompanhar um pouco então da minha experiência com esse livro?

Sinopse: O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.




Minha Análise


A princípio uma das coisas que mais me chamou a atenção para este livro foram as ilustrações, logo na capa já é possível notar um belíssimo trabalho de todo o conjunto que compõem a obra. Uma ilustração simples e de muito significado para representar o que se lê. A linguagem do livro todo é simples, fácil de ler e com um enredo bem dinâmico, não te faz sentir vontade de parar de ler no meio do caminho por ter uma história parada ou algo do tipo. A leitura do livro toda é rápida e muito prazerosa. 
O livro é dividido em várias partes, sendo que cada uma é narrada por um personagem diferente, repetindo apenas para volta de narração de Auggie duas vezes.
De início o leitor conhece o personagem principal, Auggie,  e vê sua vida através da perspectiva do garoto, todas as suas lutas, situações constrangedoras para muitas pessoas mas que infelizmente Auggie se acostumara a passar durante o seu tempo de vida devido ao choque que as pessoas sentiam ao vê-lo. O personagem principal durante a maior parte do livro mostra-se muito mais maduro para sua idade que o usual. É notável como seu problema de deformidade facial o atingia desde muito pequeno, obrigando a se tornar mais forte para poder encarar o mundo, mesmo que sempre tivesse seus pais e sua irmã Via sempre prontos para protegê-lo.





Mesmo sendo uma criança que mostra-se madura na maior parte do tempo, o livro abrange também toda sua fragilidade quando mostra a dependência que ele passou a ter dos pais, a forma como sempre fora mimado e na maior parte do tempo pode tomar suas próprias decisões, pois seus pais o tratam de uma forma mais especial como tentativa de compensar todo o sofrimento que ele passa ou pode passar durante seu dia. Mas no fundo dá pra notar que são apenas pais super protetores, que como todo pai só quer o melhor para seu filho.
Quando comecei a ler o livro, pela sinopse achei que iria encontrar um personagem principal que não tem medo de se mostrar mesmo tendo deficiências e como se não bastasse não ter medo do mundo ainda faria as pessoas pararem para pensar em suas atitudes, uma vez que Auggie é usado no livro para tratar do Bullying como tema principal. O que encontrei foi completamente ao contrário, Auggie mesmo que maduro é como uma criança qualquer, cheia de medos, frustrações, indignações, alegre quando está com sua família, tímido fora de casa e principalmente envergonhado com sua aparência quando precisa estar em um lugar onde as pessoas não o conhecem, ou nunca o viram. Dá pra notar claramente os dois lados da moeda, o que torna o livro muito verdadeiro para mim, pois não mostra um protagonista utópico, que mesmo sofrendo ataques constantemente se mantém sempre em pé, pelo contrário.
Os momentos de clímax do livro acontecem com Auggie passando por uma fase nova em sua vida: ele passa a frequentar uma escola comum. Neste cenário é possível ver o personagem explorando novas descobertas, fazendo amizades, conquistando inimigos mesmo sem se esforçar para isso e aprendendo aos poucos como a vida pode ser injusta muitas vezes.
O livro apresenta personagens memoráveis como Via, Olívia, irmã de Auggie. Uma personagem que que tem suas necessidades mas reconhece que seu irmão precisa de mais atenção no mundo do que ela. Ela consegue se virar. Mesmo podendo, ela não se sente vítima na história, pelo contrario. A obra é repleta de pessoas que se levantam em favor de Auggie e lentam questões cotidianas que nos fazem parar para pensar em nossos comportamentos diante das diferenças.
A construção do personagem construído pela autora não é inovadora mas muito reflexiva. O valor da obra está na simplicidade, mostrando que são ações simples que podem tornar uma pessoa memorável na vida de muitos e que no fundo somos pessoas iguais, cheias de inseguranças, medos, que tentam se encaixar no mundo pelo menos uma vez na vida. O livro é uma boa pedida para qualquer faixa etária. Estou certa de que ele traz ensinamentos diferentes para qualquer um que o lê!


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E você? Já leu este livro e gostou também? Se não, ficou interessado em ler?  Me  contem nos comentários!!


26 de janeiro de 2015

Resenha: Prova de Fogo - Maze Runner


Sobre o Livro


Sinopse: O Labirinto foi só o começo... o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos.Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo.Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar.Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.fonte: www.skoob.com.br


Onde comprar

Ficou interessado em adquirir um exemplar do livro pra você? Então confira abaixo algumas sugestões de sites em que você pode comprá-lo:







Minha Análise


Depois de ter passado o primeiro filme da série Maze Runner, decidi continuar lendo a saga para conferir os acontecimentos seguintes . Prova de fogo é o segundo volume da série que possui quatro livros e mais um livro bônus, que não faz parte da continuidade do enredo regular.
Quando li o primeiro livro, Correr ou Morrer, senti que muitas partes dele eram rasas e imaginei que isso aconteceu pelo fato do autor estar dando mais enfoque na apresentação dos personagens e não no desenrolar da história, mas posso dizer que com Prova de Fogo não senti que foi diferente, só que desta vez não tinha tanto personagem novo assim para usar como desculpa.
Prova de Fogo mostra a segunda etapa de testes que a CRUEL desenvolve com os personagens e continua tento um ar super misterioso, sem dar muitas explicações sobre o quais são os verdadeiros objetivos da CRUEL.
Neste livro foram mostrados poucos personagens novos, apenas 3 personagens novos fazem diferença no enredo de modo geral, dois Cranks e Aris.
Durante a leitura, um fato que ficou muito claro pra mim foi que o personagem principal, Thomas, se mostrou muito mais reservado em relação ao primeiro livro, sem demonstrar muitos atos heroicos e chamar muita atenção para si. Mostra-se cada vez mais um personagem amedrontado e mais preocupado com Teresa do que nunca. E, por falar em Teresa, esta é a personagem culpada pela maior parte do mistério do livro. No decorrer da história a relação entre Teresa e Thomas fica cada vez mais próxima e a relacionamento deles é posto a prova, fazendo Thomas ficar confuso ao tomar determinadas decisões pois sente-se responsável por ela.
Ressalto aqui que, na minha percepção, faltou um desenvolvimento melhor do enredo pra mostrar os personagens Clareanos, pois durante uma boa parte do livro eles foram, simplesmente, esquecidos, deixando o leitor sem saber o que acontece com eles em boa parte da história, como se não fossem importantes, muito diferente do que ocorreu no primeiro livro, onde personagens como Newt e Minho tinham muito mais destaque que Thomas, afinal, eles são os líderes.
O desenvolvimento do mistério deixou muito a desejar, como já mencionei, muita coisa ficou mal explicada e quando tinha motivo de ser, as explicações eram muito rasas e sem imaginação. Foi bem aquela história de "tanta especulação para nada". Pode ser que os fatos sejam melhor esclarecidos no decorrer da série, mas só continuando a saga pra descobrir.
A verdade é que eu acho que este livro foi mais uma enrolação do que relevante pra história geral, com certeza, Correr ou Morrer, mesmo que seja bem parado também, prendia muito mais a atenção do leitor e parecia ter mais propósito de ser. Acho que a história tinha muito mais potencial do que foi apresentado.
Mesmo que não tenha me empolgado com o segundo livro ainda quero muito continuar a ler a série e aguardar o segundo filme, pois eu gostei muito da adaptação do primeiro, então espero que façam uma adaptação que seja mais interessante do que o próprio livro desta vez. Rumo à cura mortal!

18 de janeiro de 2015

Resenha: O Amuleto

Sinopse: A arqueóloga marinha Tate Beaumont partilha com o pai uma grande paixão pelo mar e pela procura de tesouros. Ao longo dos anos, os dois fizeram muitas descobertas fabulosas. Uma relíquia, no entanto, lhes tem escapado: a Maldição de Angelique, um amuleto precioso, cheio de histórias, cujo legado é tenebroso e manchado de sangue. Não há dúvidas de que, se os Beaumont, quiserem encontrar tal tesouro, não conseguirão fazê-lo sozinhos – razão pela qual têm de se unir aos mergulhadores Buck e Matthew Lassiter. Esse o ponto de partida de uma grande aventura e um conturbado romance, no qual a troca de olhares entre Tate e Matthew passeia entre a atração e a desconfiança… O Amuleto, o novo livro de Nora Roberts após os sucessos Doce Vingança e Segredos, traz uma trama emocionante ambientada nos mares do Caribe e nas profundezas da paixão.Enquanto as águas transparentes do Caribe se turvam em meio a ilusões sombrias e perigos ocultos, a assustadora verdade vai aos poucos se tornando ameaçadoramente límpida… Apesar das diferenças, os Beaumont e os Lassiter sabem que a soma de suas habilidades e experiências é a chave para que possam localizar a Maldição de Angelique. Há, no entanto, algumas coisas que Matthew se recusa a partilhar – incluindo a verdade sobre o mistério que envolve a morte de seu pai. Por enquanto, Tate e Matthew são parceiros relutantes – até que o perigo e o desejo comecem a vir à tona… 
Fonte: http://noraroberts.com.br


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Ficou interessado em ler este livro? Confira abaixo a listas de sites em que você pode encontrá-lo para comprar!

Ponto Frio
Casas Bahia
Saraiva
Extra


Minha Opinião (Contém Spoilers): 

A primeira e mais importante coisa a ser dita sobre esse livro com certeza é: a autora mescla perfeitamente o romance, o mistério e a aventura nessa história. Com segurança, é um dos melhores romances que já li e, não poderia ser diferente em se tratando DA Nora Roberts.
A história em si é dividida em três partes: passado, presente e futuro. No passado, conta-se a história de como o pai de Matthew, James, morreu. Logo de início, abre-se o mistério de quem seria o autor da tragédia que envolveu a morte de James e como Matthew foi capaz de encarar a vida sendo órfão. Não tendo mãe e tendo fortes suspeitas de quem seria o responsável pelo precoce falecimento de seu pai, Matthew faz com que sua prioridade número um fosse encontrar uma relíquia escondida no mar, pois ele acreditava que com ela poderia obter sua vingança.
Essa empreitada leva Matthew e Buck a se aliarem aos Beaumont e, além do romance que começa-se a perceber entre o personagens principais, Nora narra uma série de expedições debaixo d'água, cheia de ricos detalhes, que realmente te fazem sentir como se você estivesse assistindo à história e não simplesmente lendo-a.
Tudo parecia estar maravilhoso, um verdadeiro sonho, pois os dois grupos trabalhando juntos haviam encontrado um navio naufragado contendo um tesouro inestimável. Tudo corria bem até que um terrível incidente chega para dar uma reviravolta nos acontecimentos, separando as duas equipes. Paro aqui para ressaltar que o emocionante dessa história é que ela não gira em torno apenas do romance entre o casal principal, mas sim entre várias tramas que explicam pelo que eles passaram para obter enfim seu "happy ending forever".
No presente, passados oito anos, o pai de Tate decide se juntar novamente aos Lassiter, reacendendo o sonho antigo de resgatar a Maldição de Angelique. Essa decisão, no entanto, causa muita contrariedade por parte da nossa personagem principal, pois aquele verão com Matthew havia deixado feridas que ela não estava disposta a cutucar. Nesse ponto da história, a autora foca em mostrar como o casal amadureceu durante o período em que ficaram afastados e como eles encararam o reencontro. É muito interessante sentir essa mudança na mentalidade dos dois e como eles passaram a encarar pontos de vista diferentes em relação a relíquia que tanto queriam.
A última parte do livro, o futuro, é a reservada para a verdadeira emoção. Ela define como Matthew alcança seus objetivos e como Tate se envolve para não deixar que o ódio cego de seu amor acabe tirando-o dela. Posso dizer que com certeza foi a parte que eu mais gostei, pois envolveu muito mais ação, perigo e confissões de amor (owwwnn *-*).
Um fato sobre minhas opiniões sobre livros: para mim, os melhores são aqueles que vem com prólogo e epílogo, pois no meu ponto de vista eles mostram claramente a evolução da trama para o seu objetivo principal que é o final feliz que todos esperam. Nora não deixou a desejar nesse quesito e escreveu um ótimo epílogo para fechar um ótimo livro, contando o que aconteceu com os personagens depois de conquistarem a jóia com que tanto trabalharam para encontrar.
Minha nota? Sem sombra de dúvida um DEZ para a autora e outro DEZ para a Mel Cardoso que teve o bom gosto de me presentear com esse livro. Leia você também e me conte se concorda com a minha opinião, afinal, leitora que é leitora adora passar horas conversando sobre seus livros favoritos não é mesmo? 



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